Conheça os principais sinais de comportamento suicida

Diariamente, 28 brasileiros põem fim às suas próprias vidas. Para cada suicídio, há entre dez e vinte tentativas. Há quem defenda que tocar no assunto é uma prática a ser evitada, pois poderia acabar “estimulando”, de alguma forma, mais pessoas a cometer o ato. Entretanto, a maior parte de médicos e psicólogos parece concordar que é preciso colocar o tema em pauta, investigando os porquês e esclarecendo as maneiras de preveni-lo e oferecer ajuda a quem se encontra em um momento tão delicado da vida.

Conheça os principais sinais de comportamento suicida

Causas

Em geral, as pessoas que cometem ou tentam cometer suicídio são indivíduos que estão passando por problemas graves de ordem psicológica. Por isso, é essencial procurar pela ajuda de um psiquiatra ou psicólogo Brasília. O problema é que nem sempre as pessoas que estão enfrentando este tipo de situação demonstram aquilo que sentem, o que torna o diagnóstico mais difícil. Por isso, fique atento aos principais sinais de alerta.

Frases de desespero

Algumas pessoas acreditam que os indivíduos que falam em suicídio só o fazem para chamar atenção e jamais teriam coragem de chegar às vias de fato. Isso é uma inverdade, já que frases do tipo “eu queria sumir”, “eu quero morrer”, “eu gostaria de desaparecer” e “eu não aguento mais a minha vida” podem ser, na verdade, pedidos de socorro.

Mudanças bruscas de comportamento

Para cogitar o suicídio, o indivíduo passa por um processo de perda de esperanças, que envolve muitas mudanças de atitude. Mesmo aquelas atividades que costumavam dar prazer à pessoa deixam de interessa-la. Pessoas vaidosas deixam de se preocupar com a aparência, hobbies deixam de ser praticados, e por aí vai. Tudo fica mais difícil: trabalhar, estudar, ter vida social ou apenas conversar com alguém se torna um tormento.

Depressão e substâncias psicoativas

Na maior parte dos casos de suicídio (ou tentativas), há uma grave depressão por trás. Qualquer pessoa com esse diagnóstico está mais suscetível ao ato e, portanto, precisa de atenção maior. Além disso, há um outro agravante: mais da metade dos casos de suicídio vem de uma combinação de transtorno da mente com consumo de substâncias psicoativas, como é o caso do álcool e de outras drogas.

Faixas etárias de risco

Nos últimos dez anos, o índice de suicídio entre os jovens brasileiros aumentou 30%. A adolescência é caracterizada por mudanças físicas e psicológicas intensas, configurando um período de certos receios e incertezas. Entretanto, a depressão pode ser manifestada nessa fase, mas muitos dos sintomas expressados são categorizados como “coisa de adolescente”, prejudicando o diagnóstico. Se trancar no quarto e evitar falar com outras pessoas pode ser um sinal importante de que algo está errado.

Melhoras repentinas

Já foram registrados alguns casos de pacientes internados em clínicas para tratamento de transtornos mentais que simularam uma melhora abrupta. Com isso, esses pacientes foram liberados para passar o fim de semana em suas residências, onde tiveram acesso a meios para cometer suicídio. A simulação de felicidade repentina, como se o problema estivesse sendo curado muito rapidamente também requer atenção. A recomendação é de que as pessoas estejam sempre atentas à saúde mental e não tenham receio de procurar auxílio profissional quando necessário. Também é importante retirar instrumentos potencialmente destrutivos de dentro de casa.