Os chamados “prédios verdes” estão se tornando a cada dia uma marca da sociedade contemporânea. Todos os empresários, de qualquer setor, gostariam de trabalhar num “prédio verde”, de onde poderiam mostrar para o mundo toda a sua preocupação com o ambiente.

Mas se os “prédios verdes” estão se tornando um sonho de consumo, devemos isso ao processo de industrialização que tem poluído e degradado a natureza, mas também tem produzido formas de se livrar dessa sujeira.

Mas o que é preciso para que um prédio seja considerado sustentável? É o que veremos, a seguir, ao analisarmos os critérios desenvolvidos pela ONG norte-americana U.S. Green Building Council e as normas estabelecidas pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, administrado pelo governo federal do Brasil.

Critérios verdes

A U.S. Green Building Council estabelece cinco critérios para que uma edificação seja considerada sustentável:?

  1. Energia e atmosfera;
  2. Materiais e recursos;
  3. Qualidade ambiental interna;
  4. Espaço sustentável;
  5. Uso racional da água.

Em suma, esses cinco critérios significam que para que um prédio seja considerado verde, ele deve utilizar a energia da maneira mais eficiente possível, e a água, da forma mais racional. Os gases poluentes precisam ser substituídos por outros menos poluentes ou por outras formas de energia. A atmosfera deve ser revitalizada com processos que lhe dêem uma chance de se recuperar. E, por fim, os resíduos sólidos, como as embalagens, e os resíduos líquidos, como o esgoto, devem receber a destinação e o tratamento corretos.

Aliás, um exemplo do que pode ser esse processo de construir um “prédio verde” é, justamente, o tratamento do esgoto. Atualmente, o esgoto é coletado por tubulações ou pelo serviço de limpa fossa de uma desentupidora, mas já existem algumas tecnologias que permitem o tratamento do esgoto no próprio edifício, o que reduz os custos do transporte e as despesas pagas ao governo relacionadas ao uso da água e da rede coletora de esgoto.

A Instrução Normativa nº 1/2010

Em janeiro de 2010, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, instituiu a Instrução Normativa nº 1/2010. Para que ela serve?

Vejamos um trecho do próprio documento:

“Dispõe sobre os critérios de sustentabilidade ambiental na aquisição de bens, contratação de serviços ou obras pela Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional e dá outras providências”.

Entre esses critérios de sustentabilidade, podemos resumir:

  • Economia de manutenção;
  • Economia de operacionalização;
  • Diminuição do consumo de energia;
  • Diminuição do consumo de água;
  • Utilização de tecnologias para redução do impacto ambiental

Utilizando esses conceitos, teremos como produto final um edifício sustentável.

Mas ainda custa muito caro construir um “prédio verde”, contudo, eles estão se tornando cada vez mais presentes na sociedade contemporânea e, por isso, cada vez mais baratos.

Em longo prazo, é possível que o empresário, proprietário de um edifício com características sustentáveis recupere totalmente o investimento.

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