Comercialização de pneus exige certificação do Inmetro

O Inmetro; Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, é um órgão regulamentador e fiscalizador de produtos e serviços em âmbito nacional. Sua função é zelar pelos direitos do consumidor, garantindo que nenhum produto possa produzir danos ao ser utilizado.

Para que esses problemas não ocorram, o Inmetro cria programas de certificação de produtos. Alguns produtos podem receber a certificação de forma facultativa. Entretanto, algumas categorias de produtos são consideradas mais delicadas e com maior potencial de acidentes, estando sujeitas à certificação compulsória, ou seja obrigatória. Em geral, essa categoria engloba produtos que possam trazer riscos à segurança dos usuários ou ao meio ambiente.

Pneus

Os pneus fazem parte da categoria de produtos passíveis de certificação compulsória. Como são elementos importantes nos meios de transporte, se estiverem em má conservação ou se forem produzidos com baixa qualidade, podem causar acidentes.

Pensando em um meio de evitar riscos, o Inmetro instituiu o programa de certificação para pneus. A partir de 2018, só poderão ser comercializados ao consumidor final pneus com o selo do Inmetro, independentemente de terem sido fabricados no Brasil ou importados. É preciso que esses produtos sejam registrados junto ao Inmetro e uma das maneiras de fazê-lo se dá por meio do sistema Orquestra Inmetro.

Comercialização de pneus exige certificação do Inmetro

Avaliação

Para que seja etiquetado, o produto precisa ser aprovado em uma série de ensaios mecânicos que avaliam os seguintes quesitos: capacidade de frenagem em piso molhado, nível de ruído e índice de atrito da borracha com o solo. O teste de frenagem é realizado para promover mais segurança ao consumidor. O nível de ruído, por sua vez, é uma resposta às crescentes preocupações com a poluição sonora e suas consequências. Os testes de índice de atrito, por fim, são importantes porque quanto maior for o atrito da borracha com o solo, maior será o consumo de combustível e a emissão de gases poluentes. A ideia, portanto, é garantir mais segurança e, simultaneamente, menos impactos ao meio ambiente.

Embora a certificação tenha sido bem recebida pelo setor, de maneira geral, algumas críticas foram feitas, já que outros atributos importantes não fazem parte da avaliação da etiqueta, como dirigibilidade, rendimento quilométrico e distância de frenagem a seco. Outra questão levantada foi a possibilidade de os pneus ficarem mais caros por conta da presença do selo.

Exceções

Os pneus lameiros ou de uso misto apresentam uma natureza mais ruidosa e resistente à rodagem. Por este motivo, não serão avaliados juntamente com os modelos de asfalto, sendo analisados dentro de uma categoria própria.