Chinês – Chegou a Hora de Dispensar o Professor de Inglês?

Muito se tem falado ultimamente sobre qual seria o próximo “idioma universal”, havendo inclusive muitas pessoas apostando que este será o chinês. Os defensores desta idéia, invariavelmente, baseiam seus argumentos em dados sobre a forte economia daquele país, como por exemplo:

  • Em breve a China tomará dos Estados Unidos a posição de maior economia do mundo.
  • Quase todos países do mundo mantêm relação comerciais com a China.
  • A China já ocupa a posição de principal parceiro comercial do Brasil.

Mas serão estes motivos suficientes para que todo o mundo precise aprender chinês? Está chegando a hora de trocarmos os cursos de inglês por cursos de chinês?

Com certeza a resposta é não para as duas perguntas.

Podemos mencionar, por exemplo, o fato de que o Japão, durante muitas décadas, foi a segunda maior economia do mundo, igualmente exportando seus produtos para a maioria dos países do globo (como ainda o faz), e nem por isso o japonês tornou-se o segundo idioma mais falado do planeta. Na verdade, continua sendo muito raro encontrar falantes de japonês que não tenham descendência japonesa.

Mas sendo seu idioma tão pouco falado entre os ocidentais, como tantas empresas de todas partes do mundo mantém relações comerciais com o Japão? Não é necessário pensar nem um segundo para lembrar que estas relações ocorrem em inglês. Por que então com a China seria diferente?

O inglês tornou-se tão amplamente difundido não apenas pelo fato de os Estados Unidos serem a maior economia do mundo, mas também por ser um idioma muito fácil (e rápido) de se aprender, possuindo uma gramática muito simples e direta. Assim, seu domínio não é apenas no campo comercial; cientistas, historiadores, inventores do mundo inteiro divulgam seus trabalhos em inglês para garantirem que serão compreendidos não apenas pelos americanos, mas por todo o mundo. Seria muito pouco produtivo – para todo o mundo científico, cultural e também comercial – deixar de usar o inglês para substituí-lo por um idioma que requer dois anos apenas para que se aprenda a reconhecer as principais palavras na forma escrita.

E quanto mais materiais produz-se em inglês em todos estes campos, mais inviável ficaria substituir todos eles por outros em outro idioma. Com tudo isto, são mínimas as chances de que, não apenas o chinês, mas qualquer outro idioma venha a substituir o inglês como idioma universal tão cedo. ssim, o melhor conselho neste momento de tanta euforia pelas mudanças no mundo da economia é: Pense melhor antes de dispensar seu professor de inglês.