Archives for Medicina

O Maior Divulgador da Psicanálise no Brasil

O Conselho Brasileiro de Psicanálise ( I.N.N.G.) e suas regionais, rendem  Homenagens ao Maior Divulgador da Psicanálise no Brasil, o Dr. Gastão Pereira de Silva, que foi um tanto quanto esquecido, difamado e muita vezes humilhado pelos “senhores catedráticos e acadêmicos” da época e ainda,  por muitos de hoje.

Jornalista, médico, psicanalista, pesquisador e escritor, Dr. Gastão Pereira da Silva (1897 a 1987), durante a Era Vargas. Nasceu em S. José do Norte, RS, 17 nov. 1898. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro. Médico no interior do RS. Médico psicanalista no Rio de Janeiro. Biógrafo, novelista, tradutor e teatrólogo. Foi o primeiro e o maior divulgador da Psicanálise de Sigmund Freud no Brasil.

Dr. Gastão Pereira da Silva, um dos primeiros psicanalistas do Rio de Janeiro, que inicia sua prática nos anos 30, nunca entra em qualquer das sociedades de formação fundadas posteriormente e é geralmente esquecido pelas grandes histórias da Psicanálise brasileira, ao contrário de Porto-Carrero, Arthur Ramos e outros “pioneiros”, todos professores catedráticos, membros destacados da Academia Nacional de Medicina, ou ocupantes de cargos públicos, Dr. Gastão Pereira da Silva afirma ter praticado “medicina em lombo de burro” no interior antes de interessar-se pela Psicanálise no final dos anos 20.

Notabilizou-se como combativo crítico das normas e regulações da formação de psicanalista preconizadas pela International Psycoanalytic Association (IPA), por julgá-las elitistas e por ser peremptoriamente a favor da análise leiga. Além de lutar para tornar o debate sobre a psicanálise um tema mais acessível ao público leigo, Dr. Gastão Pereira da Silva foi um crítico severo das normas elitistas da formação em psicanálise.

Além da sua atuação na imprensa, com passagens pelas revistas (Carioca, Vamos Ler, Dom Casmurro e Seleções Sexuais), Dr. Gastão Pereira da Silva atuou como médico, psicanalista, escritor, pesquisador e jornalista. Escreveu mais de 50 livros, escritos de modo a tornar a leitura de seus pressupostos teóricos acessível ao leitor leigo, como radialista criou programas de radio-Teatro e radionovela na Rádio Nacional, tornando-se um nome de referência na introdução da psicanálise no dia a dia de nossa população urbana. Defensor da liberdade de imprensa e dos direitos humanos, foi sócio e Conselheiro da ABI – Associação Brasileira de Imprensa  e membro titular da Sociedade Brasileira de Criminologia (SBC).

De suas iniciativas, o Dr. Gastão Pereira da Silva ainda criou em 1955, um curso de Introdução à Psicanálise por correspondência que se destinava a divulgação da teoria freudiana sem qualquer caráter médico ou terapêutico. Utilizou os Correios como meio de divulgação da psicanálise respondendo inúmeras cartas daqueles que tomavam conhecimento, que o Dr. Gastão Pereira da Silva responderia às suas dúvidas. Dedicou-se a clínica psicanalítica em consultório particular desde os anos 30 até a década de 70.

A trajetória d Dr. Gastão Pereira da Silva se trama com o discurso planejado como andamento da prática social e de uma biografia constituída pela herança dos ideais iluministas (da desigualdade entre os homens…) da emancipação do sujeito, do projeto de universalização dos saberes, do acesso aos avanços da ciência sob a égide da liberdade, da igualdade e da fraternidade. Esse trinômio o levou a tomar para si a divulgação da psicanálise como projeto fundamentado nos ideais libertários da modernidade.

Preferindo os meios de comunicação, isto é, jornal, rádio e revista à academia, transformou-se num dos maiores divulgadores da psicanálise. Com o intuito explícito de tornar a doutrina freudiana acessível ao leitor comum publicou, em 1931, o livro (Para compreender Freud). Esse primeiro livro do Dr. Gastão Pereira da Silva, que em 1942 estará na sua sexta edição, é publicado às expensas do próprio autor. Os livros seguintes serão publicados por editoras diversas, incluindo a prestigiosa José Olympio, que nos anos 50 inicia a publicação de suas obras completas.

Dentre os inúmeros títulos de sua autoria encontramos “Lenine e a Psicanálise”, “Crime e Psicanálise”, “Neurose do Coração”, “Educação Sexual da Criança”, “A Psicanálise em Doze Lições”, “Conhece-te pelos Sonhos”, “O Drama Sexual dos Nossos Filhos”, “Vicios da Imaginação” (primeiro publicado pela José Olympio, em 1939, terá seis edições até 1956) e “O tabu da Virgindade”.

Para se ter uma ideia da prolixidade do Dr. Gastão, basta dizer que, em 1933, quando era lançada a terceira edição de “Para compreender Freud”, ele publicou também “Um para 40 milhões”, “Procópio Ferreira através da Psicanálise” e “Lenine e a Psicanálise”.

Em 1934 publicou “A Psicanálise em 12 lições”, “Educação Sexual da criança”, “A Psicanálise e Neurose do Coração”, cada um por uma editora (Moderna, Mariza, Andersen e Atlântida).

Também é interessante acompanhar suas relações com a José Olympio, a editora de maior prestígio no período, responsável pela publicação dos maiores nomes da literatura brasileira da época.

Em 1939, a editora publicou “Vícios da imaginação”, com uma segunda edição em 42, uma terceira em 46 e uma quarta em 48. Enquanto isso lançou “Como se interpretam os sonhos” em 1943 e “Como se pratica a Psicanálise” em 1948. Como se vê, o investimento da editora que publicava (José Lins do Rêgo, Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos e Jorge Amado, entre outros).

A Editora Jose Olympio investia muito no Dr. Gastão Pereira da Silva, tendo sida, pelo visto, largamente recompensada, já que os livros do Dr. Gastão Pereira da Silva não vendiam apenas sua primeira edição, pelo contrário, continuavam vendendo no decorrer do tempo.

Além dos livros, Gastão manteve intensa atividade na imprensa escrita. Em 1934, criou na revista Carioca a coluna Psicanálise dos sonhos, ilustrada por uma fotografia de Freud (que dá origem ao livro “Conhece-te pelos sonhos”). Na revista, (Vamos Ler), manteve uma coluna intitulada Página das mães (da qual nasceu o livro “Conheça seu filho”).

Posteriormente colaborou na (Revista Seleções Sexuais), com a seção “Confidências”. Ainda nos anos 30, manteve durante três anos o (programa “No mundo dos sonhos”), na Radio Nacional, no qual, segundo suas palavras, “radiofonizava os sonhos (enviados pelos ouvintes)”, como se fossem pequeninas histórias, em sketchs, interpretadas pelo cast do rádio-teatro daquela emissora. No mesmo período, começou a escrever radionovelas de cunho psicanalítico e em sua autobiografia, lista 44 títulos de sua autoria que foram ao ar.

Criou ainda um Curso de Psicanálise por correspondência, sobre o qual escreveu: “O poder de penetração desse curso levado, por outro lado, pelo número de uma simples caixa postal, através do rádio, permitiu-me estabelecer contato com muita gente sofredora, esquecida por assim dizer, em certos lugarejos tão distantes, quanto, até mesmo, desconhecidos dos mapas.”.

Em seus escritos, além de todo um esforço pedagógico de divulgação dos pontos básicos da teoria freudiana (o inconsciente, a sexualidade infantil, o complexo de édipo, o superego) com uma linguagem acessível, o Dr. Gastão Pereira da Silva divulga também autores e teorias sexológicas da época.

Seus livros são repletos de relatos de casos que lhe chegaram de leitores de suas colunas ou ouvintes de seus programas, sobretudo sonhos. Todos, obviamente, com conteúdo eminentemente sexual. Essa característica, a abundância de exemplos e relatos de experiências vividas, distingue os livros de divulgação do Dr. Gastão Pereira da Silva daqueles escritos pelos grandes acadêmicos, que também procuravam, em menor escala, se dirigir ao grande público.

Trata-se de um recurso que, se por um lado pode ser visto como sensacionalista, por outro, leva o leitor comum seja a identificar-se com o que está sendo relatado, seja a examinar sua própria experiência, com o intuito de identificar seus próprios sentimentos e vivências, serão eles semelhantes? Será que as coisas se passam da mesma forma comigo?

O objetivo pedagógico básico não é apenas divulgar o teor da doutrina, mas, sobretudo divulgar um certo modo de se auto problematizar, que, uma vez realizado, leva à forma “correta” de nomear, circunscrever e interpretar os próprios conflitos. E, claro, à necessidade de falar de si, desvelar seus sentimentos mais íntimos, a um especialista. É este especialista, e não o padre, os pais ou um amigo, a pessoa indicada a ouvir nossas confidências, o que não ousamos confessar para ninguém.

Ao mesmo tempo, a problematização realizada através dos relatos de experiências e vivências colocava na berlinda os comportamentos ou normas ditados pela tradição. Da educação dos filhos, passando pela virgindade feminina até a sexualidade no casamento, esses comportamentos mais íntimos, mais privados, migravam da seara da tradição para a visão neutra da ciência. Não se tratava, entretanto, de orientar explicitamente o comportamento.

Em seus livros Gastão não necessariamente faz afirmações acerca do que se deve ou não fazer.

O caráter pedagógico de seus escritos está muito mais no ensino de um novo modo de encarar a si mesmo e aos outros, que implica a problematização de determinadas questões ou de determinadas áreas da vida. Pode-se dizer que a extensa produção do Dr. Gastão Pereira da Silva indica a existência, na época, de uma espécie de autoajuda psicanalítico-sexológica que parecia fazer bastante sucesso e que certamente atingia aqueles setores das camadas médias mais tocadas pelo eterno processo de modernização e transformação de valores por que passava e ainda passa a sociedade brasileira.

O que nos leva ao fato já observado no que tange à Argentina e à França, de que a vulgarização da Psicanálise precedeu (e talvez tenha facilitado) sua institucionalização. Ou seja, quando aqui chegaram os enviados da IPA para formar os primeiros psicanalistas brasileiros, já havia sido produzida, mesmo que de forma incipiente, uma demanda por esse tipo estranho de tratamento. Algumas décadas mais tarde, como se sabe, essa demanda incipiente adquiriu feições de uma epidemia, levando legiões de desorientados filhos das camadas médias urbanas para o divã.

O chamado boom psicanalítico dos anos 70, lentamente preparado, como vimos, pela popularização dos anos 30-40, reafirma, através de seu inegável vínculo com a modernização autoritária do período, o caráter intrinsecamente modernizante/civilizador assumido pela psicanálise em solo brasileiro.

Bibliografia: Sangue, História de um Crime Sexual, romance, 1928, 235p., Ofs. Grafs. de A Pernambucana, Rio de janeiro, RJ. Um para Quarenta Milhões – Procópio Ferreira Através da Psicanálise, estudo, 1933, 177p., Editora Moderna, Rio de Janeiro. Prudente de Moraes, o Pacificador, biografia política, 1937, 267p., Zélio Valverde Editor, Rio de Janeiro. Rodrigues Alves e sua Época, biografia política, s/d (1939), 254p., Editora A Noite. Rio de Janeiro. Vícios da Imaginação-Meios de Corrigi-los, estudo, 1939, 212p., Liv. José Olympio Editora, Rio de Janeiro. Vícios da Imaginação…, estudo psicanalítico, 2. ed., 1942, 268p., Liv. José Olympio Editora, Rio de Janeiro; 3.ed., 1945, 301p. mesma editora; 4. ed., 1948, 252p., mesma editora e local; 5.ed., 1952, 242p., mesma editora e local. 6. ed., 1956, 234p., mesma editora e local. O Romance de Oswaldo Cruz, biografia, 1. ed., s/d, 282p. Brasília Editora, Rio de Janeiro; 2. ed., 1942, 342p. Editora A Noite, Rio de Janeiro. Para Compreender Freud, ensaio, 5. ed., 1940, 257p., ilust., civilização Brasileira, Rio de Janeiro; 6.ed., 1942, 275p., Editora Mundo Latino, Rio de Janeiro. A Urina Normal e a Patológica, medicina, 1940, 180p. Editora Científica, Rio de Janeiro. Freud, estudo biográfico, 1941, 64p. Editora A Noite, Rio de Janeiro. O Inimigo das Mulheres, comédia de Goldoni, trad., 1941 (14.7), rep. Cia. Procópio Ferreira no Teatro Serrador, Rio de Janeiro. Para compreender Freud, ensaio, 1935, 240p., Civilização Brasileira, Rio de Janeiro. Conheça o Seu Filho, Educativo, 1941, 300p., Editora A Noite, Rio de Janeiro; 2.ed., 1952, 297p., mesma editora e local. Xavier da Silveira e a República de 89, estudo biopolítico, 1940, 274p., ilust., Civilização Brasileira, Rio de Janeiro. Getúlio Vargas e a Psicanálise das Multidões, estudo, s/d, 127p., Zélio Valverde Editor, Rio de Janeiro. Nota: Bibliografia Brasileira, INL, dá como publicado em 1940. Doentes Célebres, divulgação, 1942, 268p., ilust., EPASA, Rio de Janeiro. Getúlio Vargas e o Aspecto Intelectual da Sua Obra, ensaio. 1942, 74p., Gráfica Guarani, Rio de Janeiro. A Psicanálise em 12 Lições, divulgação, 3. ed., s/d, 155p., EPASA, Rio de Janeiro. Nota: B.B. LNL, dá como editado em 1943. Como Se Interpretam os Sonhos, estudo, 1943, 294p., Liv. José Olympio Editora, Rio de Janeiro. A Mulher na Rússia, estudo social, 1944, 206p., EPASA, Rio de Janeiro. Os Bichos Amam Assim…, divulgação científica, 1944, 288p., Nosso Livro Editora, Rio de Janeiro. Brigadeiro Eduardo Gomes, biografia, 1945, 187p., EPASA, Rio de Janeiro. Almeida Júnior – Sua Vida e sua Obra, biografia inf., 1946, 159p., ilust., Editora do Brasil, Rio de Janeiro. Constituintes de 1946, escorços biográficos, 1947, 331p. Editora Spinosa, Rio de Janeiro. O Tabu da Virgindade, estudo, 1947, 197p. Editora Mundo Latino, Rio de Janeiro; 2. ed., 1948, 189p., mesma editora e local; 3.ed., 1952, 189p., mesma editora e local; 4.ed., 1955, 193p. mesma editora e local; 5. ed., 1957, 189p., mesma editora e local; 6.ed. 1961, 124p., mesma editora e local; 7.ed., 1967, 197p., mesma editora e local. Como se Pratica a Psicanálise, divulgação. 148, 228p., Liv. José Olympio Editora, Rio de Janeiro. O Que é Psicanálise?, divulgação, 1959, 101p., Organização Simões, Rio de Janeiro. Nevrose do Coração ou Os Falsos Cardíacos, div. médica, 1961, 124p. Edições Ouro-Tecnoprint Gráfica, Rio de Janeiro. O Ateísmo de Freud, ensaio, 1966, 118p., Zahar Editores, Rio de Janeiro. Deus e a Angústia Humana, ensaio filosófico, 1968, 232p., Editora Itatiai, Belo Horizonte. Parapsicologia e Psicanálise, estudo, 1968, 240p., Editora Itatiaia, Belo Horizonte.

O MAIOR DIVULGADOR DA PSICANÁLISE NO BRASIL - DR. GASTÃO PEREIRA DA SILVA

Dr. Wagner Paulon  -  1978 – 2010

Palavras-chave:
    VIRUScoqueluche fotos, foto de pessoa com coqueluche, explicando a dengue, dengue para colorir, sobreposição de roupas look, psicanalista maior, psicanalise preço acessivel elitista, pereira da silva vargas psicanalise multidões, para que serve o exame de densitometria ossea antes de fiv, louis vuitton preços, louis vuitton bolsas pequenas, livro acessível de freud, introdução a psicanálise no brasil, imagens do mosquito da dengue para colorir, hereditariedade do cancer de mama

Pequenas explanações sobre Psicose, Esquizofrenia, Neurose e Psicanálise

Pequenas explanações sobre Psicose, Esquizofrenia, Neurose e Psicanálise.

Dr. Wagner Paulon

2009

A palavra psicose foi grafada pela primeira vez em 1845, por um psicólogo alemão, Feuchtersleben, e apareceu no ano seguinte, pela primeira vez, no Zeitschrifte fur Psychiatrie und Gerichtliche Medizin (Jornal de Psiquiatria e Medicina Forense).

Segundo o Petit Robert, a palavra psicose só foi usada na França em 1869, e, se acompanharmos toda a literatura do século XIX, veremos que o primeiro aparecimento da palavra psicose, com grande destaque é no trabalho de Möbius, de 1892, quando ele divide as doenças mentais em psicoses exógenas e endógenas. Então, psicose é uma palavra de curso muito restrito, especialmente no século XIX. Quando Kraepelin faz a sua sistemática, a palavra psicose não aparece. Depois ela vai surgir freqüentemente em todos os tratadistas, como veremos.

O livro de Pinel, Traité sur la manie, pode ser considerado a publicação número um da psiquiatria. Nesse trabalho, todas as coisas que têm relação com a loucura são chamadas de mania. A melancolia é uma mania de um objeto único, mostrando que ele percebeu a monoideação do melancólico, mas exagerou. Já quando escreve o seu segundo livro, oito anos após – o Traité médico-philosophique de l’aliénation mental –, já abandona aquele conceito global de que mania era a loucura e começa a pensar na classificação e na ordenação das loucuras, que vêm a ser feitas em 1838, pelo seu discípulo Esquirol, no Traité des maladies mentales. Mas, continua ainda a idéia fundamental da loucura, a loucura como uma manifestação global e muito especial, que tem uma relação certamente com o sistema nervoso. E é o primeiro dos grandes psiquiatras alemães, Griensinger, quem formula a célebre expressão: “doenças mentais são doenças cerebrais”.

E Griensinger deixa também um outro caminho, que em psicanálise será seguido, que a desordem mental, a perturbação mental, a doença mental são uma coisa única. Não existem variedades, nem modalidades. Ela segue um ciclo, é um fenômeno evolutivo que começa com a mania, passa pela melancolia, segue-se no delírio e termina por uma diminuição global das funções mentais, que é a demência. Isto ficou estabelecido; a noção de alienação persistiu.

Quando Morel escreve o seu Traité des maladies mentales, faz uma dedicatória extremamente engraçada, porque dedica o livro a Gilles Falret, “monpremier maître en aliénation mental”. Em seguida, os grandes clínicos vão descrevendo variedades de loucuras, como Falret, que descreveu la folie circulaire – a loucura circular –, depois Baillarger, que descreveu la foliede double forme – a loucura de dupla forma –, e, mais tarde, Magnan, com o delírio alucinatório crônico progressivo. Não há a palavra psicose. A loucura apresenta-se sob essas for-mas, sob essas variedades.

Há um progresso bastante grande na ordenação dos conhecimentos psiquiátricos com o trabalho de Kahlbaum, em 1870. Kahlbaum, pela primeira vez, distingue grupos de sintomas, que hoje chamamos síndromas (Zustandbildern) e unidades de doença (Krankheiten Einheiten). E é nessa linha de trabalho que seu discípulo Hecker descreve a hebefrenia.

A hebefrenia foi publicada nos Virchow Archiv, uma revista de clínica geral, em 1871, no volume 52, publicada três anos atrás em L’Evolution Psiquiatrique. O artigo de Hecker; é absolutamente moderno; aprende-se; tem muita observação; é de uma densidade clínica muito grande. Também nessa época, em 1875, é publicado em Viena, na cidade de Freud, o livro de Krafft-Ebing, Psychopatia sexualis, no qual pela primeira vez são cunhados os nomes sadismo e masoquismo.

Em 1896, Kraepelin, que vinha publicando sucessivamente edições do seu já então Manual de psiquiatria (no começo chamava-se compêndio, era um livro pequenininho, fininho e terminou numa grande obra de quatro imensos volumes), prepara a primeira sistematização da psiquiatria, criando as entidades clínicas. E aí, então, chamou atenção o aparecimento de duas formas de entidades clínicas que ele fez, pela fusão da mania, da melancolia, da loucura de dupla forma, da loucura circular, a que deu o nome de manische depressive Irrsinn – loucura maníaco-depressiva. E, ao outro grupo de psicoses delirantes, que tinha aspectos também motores, catatônicos, que começavam mais cedo sob a forma de hebefrenia e, ao contrário da psicose maníaco-depressiva, cujos períodos terminavam numa volta ao normal – entre parêntesis normal –,essa outra doença, que tinha um curso progressivo, grave, ele chamou demência precoce – dementia praecox. Disse em latim aquela palavra que Morel tinha usado em 1856.

Essa era a psiquiatria que havia na última década do século XIX. Era a obra de Kraepelin, de 1896, a quinta edição, e a psiquiatria francesa, que ainda persistia na separação das doenças por nomes especiais.

A demência precoce de Kraepelinainda era chamada confusão mental crônica, nome que Teixeira Brandão defendia contra a escola de Juliano Moreira, do outro lado daquela vasta chácara da Praia Vermelha. No entanto, havia sempre a idéia de que a loucura, a doença mental, tinha uma base orgânica, e algumas pessoas diziam que a psicose, isto é, a loucura, era a expressão de uma alteração do sistema nervoso, que seria a neurose.

A palavra neurose é muito mais antiga. Ela vem do século XVIII, foi cunhada por Cullen, um médico inglês, e designava afecções (nervosas). Mais tarde ela mudou de aspecto.

É preciso chamar atenção que, também neste final de século, instala-se em Paris a escola de Charcot, que trabalhou enormemente com certos aspectos da doença mental, especialmente com a histeria, com a grande histeria.

Quando Charcot obteve o seu Serviço na  Salpetrière, ficou localizado ao lado da enfermaria das mulheres epilépticas, e é por isso que se atribui à histeria convulsiva aquele modelo que eles tinham ali ao lado, na outra enfermaria. Charcot interessou-se por hipnotismo; ele mostrou que as manifestações psíquicas podiam se transformar em sintomas corporais. Ele cultivou essa histeria, que podemos conhecer hoje com muita perfeição, porque havia no seu serviço um homem chamado Berger, que era um excelente desenhista e desenhou todas as fases da histeria, como se pode ver não só no livro de Berger, como algumas dessas gravuras estão reproduzidas no livro famoso de Gilles de la Tourette, de 1881, sobre a histeria, que ele chama hystérie normale (nós hoje ficamos um pouco espantados, mas era o tipo, hystérie normale). E, também, pelo excelente documentário fotográfico.

A fotografia já nascia, e a Clínica da Salpetrière publicou esses retratos. Realmente as histéricas de Charcot chamavam atenção. Algumas dessas fotografias parecem estilos de estrelas de Hollywood dos anos 20, dos anos 30, aquelas atitudes passionais, aquelas variações. Estão todas muito bem localizadas. Isto deu a Charcot um nome enorme e fez com que um jovem médico vienense quisesse passar lá algum tempo. A impressão é que, da França, Freud trouxe mais uma certa atitude em favor do hipnotismo, do que propriamente a doutrina das neuroses defendida por Charcot, que ele depois mudará bastante.

Então, na época de Freud, as doenças mentais não tinham ainda o nome psicose. Esse nome já tinha sido criado, mais se tornou mais comum nos tratados. Por exemplo, o tratado de Aschaffenburg, que é de 1911, já usa psicoses sintomáticas; no tratado de Bumke, já do fim da década de 20, a loucura maníaco-depressiva transforma-se em psicoses afetivas. Mas, o conhecimento da doença mental vem a se fazer posteriormente.

Há aqui então, duas linhas muito importantes, que marcam o pensamento da especialidade: a linha da psiquiatria e a linha da psicanálise. Freud começa com seus trabalhos, uma nova orientação, uma nova visão, novos dados, e a psiquiatria começa a receber o influxo de ciências psicológicas.

O autor que terá importância na formação do pensamento de Karl Jaspers, que passou como um meteoro, iluminando toda a psiquiatria, foi Dilthey, especialmente distinguindo as duas maneiras de interpretar os fenômenos psicopatológicos: a compreensão e o esclarecimento – Verständnis e Erklärung-Verstandnis, a compreensão, é um dado psicológico, é o que fazem todos os psicanalistas, que procuram compreender as manifestações clínicas.

Esclarecer é explicar o fenômeno pela sua causa, pela sua origem, é descobrir a lesão cerebral. Quando Kreutzfeld & Jaccobi encontram alterações nos núcleos de base correspondentes a uma determinada psicose, quando os estudos de todos os grandes mestres da anatomia patológica terminam no achado de Nogucchi & Moro do espiroqueta no córtex, e se conhece a natureza da paralisia geral, nós estamos esclarecendo, estamos explicando pela causa.

O que marcava a psiquiatria de Kraepelin é que ele, tendo vindo da medicina, sempre esperava uma explicação causal. Kraepelin teve a fantasia de pensar que cada doença mental tinha sua etiologia própria. Evidentemente que, quando nós encontramos uma psicose como a psicose da pelagra, com todas as características como foi descrita por Llopis, pensamos que esse ideal não era assim tão abstruso. Quando ele pôde mostrar que as alucinações cutâneas dos cocainômanos eram devidas à presença de pequenos cristais de cocaína sob a pele, havia uma explicação causal e etiológica. Mas isto caiu muito cedo.

Ainda não havia sido publicado o grande monumento de Kraepelin, que é a 8a edição do seu tratado, que foi editado em quatro volumes pela Casa Barth (começou em 1904e acabou em 1913), quando começavam Hoche e outros a dizer que a manifestação da doença mental não era por doenças, mas por síndromas.

E é, sobretudo o trabalho de Bonhoeffer, que está publicado no grande tratado de psiquiatria de Aschaffenburg, sobre as psicoses sintomáticas, que mostrou que todas as causas externas produzem o mesmo quadro mental. Esse quadro tem um sintoma central: o sintoma obrigatório. É a primeira vez que aparece a idéia de um sintoma obrigatório na doença mental, que é a turvação da consciência. A turvação da consciência, a mudança da consciência, aparece nesse trabalho como a coisa fundamental. Isso foi caracterizado especialmente mais tarde por dois psiquiatras alemães, Stertz & Ewald, e foi visto que traumatismos, infecções, tóxicos exógenos, desordens metabólicas, todos esses elementos produzem o mesmo quadro mental, a psicose sintomática, e que, ao contrário, um agente único, o etanol, provoca embriaguez aguda, delirium tremens, alucinose dos bebedores, epilepsia e demência. Então, nós vamos ver que a etiologia não serve.

Kraepelin acentuou em seguida a evolução. Ele tinha feito a grande separação das psicoses chamadas endógenas em maníaco-depressivas, cujas crises tinham de ter um fim bom, um restitutio ad integra até certo ponto, e a demência precoce, que já se chamava então esquizofrenia (depois dos trabalhos de Bleuler), que tinha um curso crônico.

Na obra inicial de Bleuler, Dementia Praecox de 1911, não existe a palavra incurabilidade.

Finalmente, a terminação e o quadro anatomo-patológico. Esse conjunto de elementos: síndrome, fator etiológico, decurso, terminação e quadro anatomo-patológico, só foram preenchido em toda a psiquiatria pela paralisia geral. É um modelo inatingível e que não importa, porque inclusive acabou. Era tão bom que acabou. Ficou então a doença mental, a psicose, para ser estudada mais profundamente.

A partir do mecanismo da compreensão, Jaspers publica, em 1910, um trabalho sobre o desenvolvimento ou processo, em que ele estuda os delírios de ciúme. Em 1913, ele lança a sua grande Psicopatologia Geral.

A Psicopatologia Geral tem um peso extremamente importante na história da psiquiatria.

Quem não leu a Psicopatologia Geral de Jaspers não pode seguir cursos adiantados em psiquiatria. É fundamental. Nesse livro, Jaspers mostra que a doença mental tem uma estrutura. Essa estrutura caracteriza-se por uma perda do relacionamento com o mundo, com o eu e a instituição de uma série de sintomas secundários, delírios, alucinações, que trazem cada vez mais uma mudança que caracteriza a verdadeira loucura, o delírio.

A obra de Jaspers foi revista por ele em 1942. Jaspers tinha sofrido muito, tinha passado fechado, isolado, todo o tempo da guerra. (Após a segunda guerra) ele tinha sido chamado (de volta à universidade) e feito reitor em Heidelberg. (Jaspers) teve a triste idéia de publicar um livro denominado Die Schuld frage (O problema da culpa), em que assume a culpa do povo alemão pelo nazismo e pelas atrocidades, sobretudo contra os judeus, de uma maneira completa. A casa dele foi apedrejada no dia seguinte, e ele teve de se exilar na Basiléia. De modo que a revisão de sua obra psiquiátrica, feita nas edições sucessivas, nessas que correm hoje aqui, não é completa, porque ele não deu valor ao homem que continuou a sua obra, que foi Kurt Schneider.

Kurt Schneider, em 1945, publicou uma psicopatologia em que dava uma nova ordenação à psiquiatria. De um lado, as psicoses de base cerebral; elas podem ser agudas ou podem ser crônicas; caracterizam-se pela existência de um quadro anatomo-patológico, têm uma causa, têm uma evolução muito típica. E há, do lado oposto, todas as reações vivenciais anormais e as manifestações de personalidade. E, no meio dessas duas, existem as duas psicoses que parecem ser cerebrais, mas para as quais nós não temos prova nenhuma: a psicose maníaco-depressiva e a esquizofrenia. O conceito de endogeneidade que foi depois trabalhado por Weitbrecht, que tem sido muito discutido e foi trabalhado também por Tellenbach, não chega a explicar.

Nesse momento, há um grupo de pesquisadores que concentram seus trabalhos na Universidade de Toronto. Eles recebem material de esquizofrênicos mortos em nove hospitais psiquiátricos famosos. Eles estão contando receptores de células, para ver se descobrem alguma coisa que seja típica da anatomia patológica da esquizofrenia.

O que é uma psicose? É difícil dizer e fazer uma definição.

A psicose é um espectro que tem dois pólos: o pólo da despersonalização e o pólo da desrealização. Toda psicose é formada por um conjunto de alterações do conhecimento do indivíduo do próprio eu e do conhecimento do indivíduo do mundo em que ele se encontra.

Psicose é a alteração entre o eu e o mundo exterior, e a neurose é a alteração da relação entre o ego, o id e o superego. Mas, realmente, na psicose temos de ter esses dois componentes fundamentais: a perda do próprio eu, o eu que se transforma, o eu que se modifica, que chega até à demência, o apagamento total e da relação com o mundo exterior; o eu que se torna agressivo, que se torna diferente, que se torna ameaçador, que se torna perseguidor, que se torna apagado, triste, melancólico, ou que se torna um carnaval de mania. Na realidade, se nós quisermos dizer que a psicose é caracterizada por um sinal, nós não o encontramos. Apenas as psicoses sintomáticas exógenas têm um sinal central, que é a turvação da consciência. Fora disso, a psicose é formada por elementos os mais diversos da biografia, das experiências, das circunstâncias. É realmente um nome para aquele mais velho fenômeno de todos, a loucura.

A loucura descrita pelos trágicos gregos, a loucura descrita na Bíblia é a mesma loucura de hoje, do homem que mora em apartamento em qualquer cidade do mundo. Psicose igual a loucura.

Sobre herança e esquizofrenia

Esse problema é uma das questões centrais da psiquiatria. Ele foi equacionado, até certo ponto, pelos trabalhos dinamarqueses. A Dinamarca é um país que tem toda a sua população recenseada.

Na Dinamarca, estudou-se o problema da adoção, sobretudo da adoção de filhos de esquizofrênicos. Verificou-se que, se um filho de esquizofrênico era colocado em uma família normal, ou se era colocado numa família em que havia esquizofrenia, ele podia se tornar um esquizofrênico de qualquer maneira. Parecia haver um fator hereditário. Esses estudos foram reproduzidos no Canadá, foram reproduzidos em outros lugares, estão em caminho.

Sabe-se que para haver esquizofrenia é talvez necessário um ingrediente, um elemento genético. Mas, afirmar, não se pode fazer.

Sobre fatores ambientais e esquizofrenia

O homem vive no mundo e vive com o mundo e vive para o mundo. Então, para que ele sofra uma transformação tão grande como é a doença mental, é necessário que no mundo, do mundo e pelo mundo venha a haver influências sobre ele. O peso desses fatores, a mania de quantificar, parece-me que, em psicologia, é muito difícil. Embora hoje toda a psiquiatria que se diz de classe é assim.

Um trabalho só é bem recebido quando tem curvas, quando tem tabelas, quando tem tratamento estatístico. Mas, é muito difícil ainda nós podermos avaliar.

Na classificação DSM-3, o quarto eixo é o do estresse social, aquilo fantasioso, como é que se pode medir aqueles fatores que estão ali e é um dos pontos de grande discussão. Agora, os fatores ambientais têm alguma influência, sim. Mas nós já saímos daquela fase das mães esquizofrenogênicas e de outras barbaridades que se diz por aí. Porque, na realidade, não sabemos realmente quais são os fatores que são diretamente envolvidos na gênese da esquizofrenia. É possível que seja uma constelação de fatores.

Certamente o ambiente é muito importante. Há algumas pessoas que sofreram quase que um processo de esquizofrenização; de tal modo elas perderam os laços, elas foram rejeitadas, elas foram criadas num clima de hostilidade, que terminaram, evidentemente, voltando-se para dentro de si e criando seu mundo, entrando em autismo.

Sobre a possibilidade das psicoses serem analisáveis

É que aquilo que Jaspers chamava die läzte Sache, a coisa última, aquele muro, no qual o psiquiatra esbarra e não consegue entender a psicose e a loucura, nós temos que por nitrogliglerina, temos de botar um britador, temos de botar uma escada e pular por cima do muro, é isso que a psicanálise trouxe de bom, e que Jaspers não viu. É que nós vamos poder estabelecer uma nova forma de compreensão, que não é a compreensão fenomenológica jaspersiana, mas que é uma compreensão psicanalítica freudiana, e que essa, talvez, possa furar a psicose. A psicose deve ser tratada e, se ela não é curada, que isso é outra coisa, ela é, pelo menos, adaptada.

Se a palavra psicose significa o mesmo que esquizofrenia

Para Kurt Schneider, a única psicose propriamente dita é a esquizofrênica.

Nas classificações modernas, a psicose maníaco-depressiva está sendo retirada das manifestações psicóticas para entrar do lado das doenças corporais do pânico, e, sobretudo ela está sendo considerada uma doença do humor – em inglês mood.

Então, psicose propriamente dita fica sendo a esquizofrenia.

Sobre a possibilidade da mãe provocar esquizofrenia  no filho

Os psicanalistas têm evidências que as mães são esquizofrenizantes, isto ainda é produto de pesquisas.  No Journal of Orthopsychiatry, saíram dezenas de artigos sobre mães esquizofrenizantes, mas nada ainda, ficou esclarecido Começa que as observações são muito curtas, muito pequenas, e conhecer bem um caso quando a observação é muito grande. Foi um dos legados de Jaspers. As observações pequenas não ilustram grande coisa.

Sobre a relação entre genialidade e loucura

O problema é que o homem tem limites e tem limites para cima. Os limites para cima são a santidade, a genialidade e a loucura. Então, quando nós encontramos um artista com perturbações psíquicas, essas coisas se associam, combinam-se, fundem-se, porque não são da vida de cada dia, não são da coisa comum, do ganha-pão, do trabalho de rotina, mas da evasão, da saída para um limite que nós não podemos mais controlar: a possibilidade de um homem surdo escrever os últimos quartetos, como fez Beethoven, a possibilidade de um homem epiléptico com alterações profundas da consciência pintar quadros, como fez Van Gogh, aquelas últimas pinceladas, aquele campo de trigo com os corvos; a possibilidade de um homem como Machado de Assis sair de uma crise, de uma situação de ausência demorada, molesta, e escrever com harmonia e tranqüilidade o Memorial de Aires. Essas coisas todas aparecem, e também nós temos de aceitar que o que temos dentro de nós é muito forte, e que só nesses limites, nessas explosões é que nós ultrapassamos as raias do normal, da média. É por isso que gênio e loucura se encontram com muita freqüência. Não é por acaso, é por necessidade quase.

Sobre a retirada da palavra Neurose das Classificações das Doenças Mentais

Se fizermos uma curva das publicações em revistas de psiquiatria de artigos de orientação psicanalítica, você verá que essa curva é extremamente descendente em todos os países de língua inglesa. É porque há um número enorme de revistas especializadas em que os melhores artigos disputam lugar e devem estar esperando época para serem publicados.

Mas, ao mesmo tempo, com o sucesso da psicofarmacologia, as pessoas que são responsáveis pela administração da loucura, isto é, dos hospitais, dos locais, ficaram com uma idéia de que limpariam esses hospitais, que acabariam com aquilo tudo e de que não precisavam mais de certas coisas demoradas, complicadas, como é um tratamento psicanalítico. Houve então um certo combate à psicanálise. E, como combater a psicanálise? Acabando como nome neurose. Tenho a impressão de que isso é uma tendência antipsicanalítica que existe nessa classificação americana, e que é seguida, infelizmente, pela Organização Mundial da Saúde. A neurose existe, neurose de tipo psiconeurose freudiana. Vi muitos casos. Transformar a fobia numa manifestação de prolapso de válvula mitral eu acho impossível. É o que eles estão querendo.  Isso aí indica uma orientação de pensamento muito típica de uma certa facção que combate a psicanálise nos Estados Unidos, porque a psicanálise dominou de tal modo os Estados Unidos nos anos quarenta e cinqüenta, que houve uma reação. É o pêndulo: agora estão contra, já foram a favor; depois, não sabemos o que acontecerá. Mas continuem a usar na sua clínica o conceito de neurose.

“Freud, (1938), já falava em uma substância química capaz de modificar a distribuição de energia no aparelho psíquico. Os neurolépticos têm essa ação. A psicoterapia pode também corrigir a situação psicológica, uma vez que o delírio não é um final, uma coisa última, mas, ao contrário, um ensaio de reconstrução (…). O cérebro pode ser influenciado neuroquímica e psicoterapicamente. Isto mostra a natureza da interface neuropsíquica, isto é, a ligação cérebro-eu consciente”. O cérebro pode ser atuado por remédios e por palavras. Isto já está no célebre diálogo de Platão, Górgias, em que ele diz: “a alma se cura com ensalmos e fármacos”.

Ensalmos eram cânticos religiosos. Nós hoje estamos aceitando os cânticos religiosos.  As chamadas terapêuticas alternativas, entre as quais está a macumba. E era um crime se dizer isso antigamente. Um livro famoso, escrito no Brasil por Leonídio Ribeiro e Murilo de Campos dizia: “A prática do espiritismo é um problema de polícia, é crime contra o código penal”. Hoje em dia nós estamos sabendo que não é. Sabemos que muitas coisas influenciam o cérebro, e é isso que faz a dificuldade e o interesse enorme da ciência psiquiátrica e psicanalítica, porque elas cuidam do homem como um cérebro, elas cuidam do homem como um ser social, cuidam do homem como um ser afetivo, cuidam do homem como um ser religioso.

Sobre a controvérsia: doença mental–síndrome ou doença

O problema fundamental é o seguinte. Na ordenação dos fenômenos psicopatológicos, o homem chegou ao estabelecimento pelas formas clássicas de pensar e hoje em dia pela epistemologia, a tentar arrumar.

O modelo médico era o modelo de Virchow, a doença com a sua lesão, a célula como base da patologia, que é continuado hoje em dia e que tomou formas muito sofisticadas, especialmente com a imunologia. Isto não vai resolver o problema da psiquiatria. Não é por dosar HLA ou outros elementos que nós vamos chegar a alguma conclusão, nem se foi suprimido o efeito da dexametasona ou não foi suprimido é melancolia ou não é melancolia. Isso não tem interesse. Pode-se pesquisar, pode-se trabalhar, mas isto não vai resolver o problema.

Agora, as doenças mentais têm um certo grupo. Nós conhecemos mais ou menos a filiação delas.

Vamos tomar a coisa mais comum de toda a clínica que é a depressão.

A depressão pode ser orgânica, pode ser reativa, pode ser endógena, pode ser por estresses sociais. A depressão é uma doença só? São muitas doenças? A depressão reativa é diferente da depressão endógena? Ou essa major depression da classificação é a verdadeira depressão? Não creio. Eu acho que o psicanalista trabalha com pessoas de acordo com uma teoria na qual há uma evolução gradativa de todo o psiquismo, e que as alterações dessa evolução são ora neurose, ora psicose e, ao mesmo tempo podem ser neurose e psicose e podem ser só neurose ou só psicose. Na realidade, o grande problema da psiquiatria no momento atual é que a psiquiatria deixou de ser uma especialidade de ciência natural ou de ciência psicológica e se tornou uma ciência de sistema. Estabelece-se um sistema de psiquiatria, esse sistema tem dimensões, esse sistema tem sinais: só é ataque de pânico se teve a, b, c, d, nas três últimas semanas, se repetiu seis vezes no ano passado. Isso é um sistema de referência, mas isto não é a psiquiatria verdadeira.

Palavras-chave:
    virus da coqueluche, bactéria da tuberculose, aedes aegypti para colorir, virus coqueluche, transmissor da varíola, QUAIS SÃO AS CAMADAS DO virus da coqueluche, fotos sobre catapora, desenho da dengue para colorir, próstata doente, sintomas da varíola, etiologia da variola, bactérias tuberculose abc, bacteria da febre amarela, sistema de cullen esquizofrenia, riscos de desenho pra colorir do musquito da dengue

O Melhor plano de Saúde para Você!

Ter um bom plano de saúde hoje em dia é fundamental, apesar de muito difícil de escolher o ideal para você e o seu real funcionamento. Ao contratar um plano de saúde não é só ao preço que você deve se atentar, mas em outros fatores importantes como a carência, cobertura e co-participação.

Melhor plano de Saúde

Melhor plano de Saúde

Verifique se o plano de saúde é municipal, podendo ser usado somente na cidade de contratação; Regional, atendendo as cidades de uma pequena região, tipo o ABC; Estadual, que abrangerá todo o estado; Estadual Regional, que abrangerá uma região do país, como o sudeste; Nacional, com abrangência em todo o Brasil.

Você quer um plano de saúde só para você ou para toda sua família? Ou você quer um plano de saúde empresarial, para todos seus funcionários? O plano de saúde individual atenderá somente as suas necessidades; o plano familiar oferece cobertura ao marido, esposa e filhos até 18 anos, alguns planos abrem exceção para os pais, no caso de uma pessoa solteira contratar o plano familiar; o empresarial é um plano especial, o qual a empresa contrata um plano para cada funcionário, pagando total ou parcialmente as mensalidades.

Verifique bem o tipo de cobertura do seu plano, para evitar possíveis transtornos. O plano de saúde ambulatorial oferece consultas, exames e tratamentos em ambulatório; o hospitalar oferece internação; o hospitalar com obstetrícia oferece internação, parto e atendimento do bebê; o referência cobre todo os tipos de atendimentos e é o mais completo, porém com custo bem elevado.

Os planos de saúde podem cobrir todos os procedimentos contratados de acordo com o valor pago ou não. No plano de autorização prévia o usuário deve encaminhar pedidos de exames e procedimentos ao plano de saúde, que autorizará ou não o procedimento. Já o plano com co-participação pede que o usuário pague parte dos valores dos procedimentos. O plano de direcionamento o paciente é direcionado a uma rede de consultórios e laboratórios credenciados. E o plano de saúde de livre escolha o usuário pode escolher o médico ou laboratório que deseja, pagar o tratamento e o plano de saúde o reembolsa em seguida.

Avalie seu perfil e estilo de vida antes de escolher o plano de saúde. São inúmeras opções, pesquise e contrate o que se encaixa melhor em suas necessidades.

Palavras-chave:
    se atentar nos planos de saude, convenio medico ou co participação quais as opções, o plano ideal saude co participaçao cobre o parto?, planos de saude com coparticipaçao cobre obstetricia?, porque os convênios de saúde pedem autorização prévia para exames, qual o melhor plano de saude, qual o plano que melhor reembolsa o medico, utilidade em contratar plano de saude para idoso

Medicamentos Especiais que podem Mudar sua Vida

Muitas mulheres sonham em serem mães, mas não conseguem engravidar e precisam passar por longos tratamentos, desgastantes e nem sempre com resultados satisfatórios. Com as novas tecnologias, alguns medicamentos especiais podem ajudar a realizar este e muitos outros sonhos.

Os medicamentos especiais são fabricados com alta tecnologia, especificamente para certos tipos de doença e dificilmente encontrados em drogarias e farmácias convencionais. Os fabricantes desses medicamentos possuem ampla qualificação e experiência tecnológica, garantindo remédios feitos com técnicas especiais e resultados mais satisfatórios.

Este tipo de medicamento é geralmente indicado para doenças crônicas ou de difícil cura, que exigem longos tratamentos e atenção especial. São indicados nos casos de tratamentos de infertilidade, nas técnicas como inseminação artificial e fertilização in Vitro, doenças e tratamentos em endocrinologia, oncologia, pediatria, neurologia, oftalmologia, urologia, dentre outras doenças mais delicadas. Os medicamentos especiais são de alto custo, se comparados aos medicamentos convencionais, porém os resultados são mais rápidos e com mais chances de sucesso.

Os medicamentos especiais necessitam também de transporte e armazenamento diferenciados. Esses remédios necessitam de armazenamento em temperaturas baixíssimas, através de câmaras frias e salas climatizadas. Como necessitam de temperatura baixa constantemente, as salas e câmaras frias devem ser ligadas a geradores, para que quedas de energia não danifiquem os medicamentos.

O transporte também é delicado, necessitando de embalagens térmicas protetoras, para que os medicamentos cheguem até os pacientes preservando suas estruturas e propriedades originais. Dessa forma, os pacientes podem adquirir seus medicamentos especiais através da internet, sem alteração na sua qualidade. Essa pode ser uma boa opção para comprar os medicamentos, já que por serem de alto custo, dificilmente são encontrados em drogarias físicas.

Os medicamentos especiais são regulamentados pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), seguindo sempre as exigentes normas dos maiores fabricantes como a Eurofarma, Novartis, Ache e Roche. Com eles é possível minimizar os efeitos de graves doenças ou até mesmo curá-las, aliados ao tratamento correto com seu médico especialista.

Palavras-chave:
    anvisa medicamentos especiais, como conseguir dinheiro para comprar medicação para fiv, onde compra medicação de fiv, regras sala climatizada para armazenamento de medicamentos

O Câncer Masculino

Não estamos aqui falando da próstata, órgão sujeito ao câncer em todos os homens a partir de quarenta anos. Trata-se de um evento pouco comum no meio masculino, mas, que se não tiver a atenção adequada e no tempo certo, pode levar o paciente à morte. É o câncer de mama que também pode atingir o sexo masculino, e a falta de informação e conscientização a seu respeito, anda preocupando a medicina.

Câncer de Próstata

Câncer de Próstata

Quase todas as pessoas associam o câncer de mama somente ao sexo feminino, desconsiderando a possibilidade dele ocorrer nos homens, talvez pela mídia exacerbada para proteger as mulheres de sua ocorrência, onde ele é mais incidente, muitos não o consideram provável em um peito de homem. Mas, o fato é que ele acontece e pode trazer sérias conseqüências aos desavisados, os quais quando o percebem, normalmente já está em estágio bastante avançado, contribuindo negativamente para as chances de cura. A cada cem diagnósticos de sua ocorrência, um é de indivíduo masculino, ou seja, um por cento de todos os diagnósticos. Este pode ser o motivo pelo qual os homens não procuram antecipar-se à doença, o que pode ser fatal para eles. Somente no ano de 2008 foram registradas mais de onze mil e oitocentas mortes, devido a este tipo de tumor maligno e desse número pode-se separar cento e vinte e cinco de homens que padeceram com a doença.

Muito embora o número de ocorrências seja pouco significativo, é bom que os homens estejam alertas e incluam em seus exames periódicos a sua prevenção, por que ele pode matar. O professor Antonio Figuera, da Universidade de Pernambuco, realizou uma pesquisa sobre a ocorrência de tumores de mamas em homens, onde constatou que, dos quinhentos casos analisados algo em torno de três por cento era maligno. Um britânico de cinqüenta e oito anos foi diagnosticado com a doença, e promoveu uma campanha de conscientização das pessoas sobre a incidência do tumor também nos homens, orientando a todos para não descuidarem do diagnóstico, e não se envergonharem de procurar o médico tão logo possam perceber qualquer anomalia.

Do mesmo modo como ocorre nas mulheres, pode aparecer nódulos endurecidos nas mamas masculinas, ou ainda debaixo das axilas, além de algumas secreções que não podem ser desconsideradas. A faixa etária de sua ocorrência está em torno dos sessenta anos. Alerta máximo para os homens.

Palavras-chave:
    possibilidade de cancer ao uso de omeprazol, pesquisar tudo sobre cancer de prostata, o que leva as pessoas a descuidarem dos dentes, cancer de mama homem, pessoas com cancer, cancer de mama em homens, cancer respeito, cancer de mama masculino, câncer de mama masculina, qual o tipo de cancer que da embaixo da axila masculina

A Utilidade do Inútil

Antoine Laurent de Lavoisier, químico francês, que foi imortalizado na popular frase “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, aliás, muito feliz diga-se de passagem, deixou este legado para que nele pensemos, mas, de forma analítica para que dele venhamos a extrair o que há de melhor. Se é que isto dá para se entender, pois sabemos nós como são os pensamentos dos químicos e filósofos que, às vezes, nos deixam confusos.

Mosca

Mosca

Pois bem, aproveitando um pouco os pensamentos de Lavoisier, e olhando para a natureza à nossa volta, bem próximo de nós e em nossa própria casa, em volta da nossa lixeira, ou ainda sobre alguns excrementos de animais – que podem ser os de nossos adoráveis cães de estimação – jamais poderíamos perceber que, neste ambiente particular, existe uma alternativa de solução para a medicina moderna, que muitas vezes poderia substituir as técnicas mais avançadas de recuperação de tecidos humanos, parcialmente destruídos por um incidente traumático como, por exemplo, em um grave acidente de automóvel, onde houvesse sido amputada parte de uma perna.

Falamos aqui das larvas daquelas moscas esverdeadas, que ficam voando em torno de nossas lixeiras e sobre os escrementos dos animais, ou ainda sobre os próprios corpos em decomposição. Á primeira vista, não nos parece que possam servir para alguma coisa, a não ser para nos dar asco, não é mesmo? Pois aqueles bichinhos asquerosos têm uma capacidade impressionante de atuar na recuperação dos tecidos lacerados, pois se alimentam do tecido necrosado e promovem a descontaminação microbiana. Hoje em dia, existem laboratórios que as desenvolvem já desinfetadas e esterilizadas, de forma a se evitar algum tipo de contaminação.

Usando o exemplo do acidente automobilístico que mencionamos aqui e ocorrendo no paciente um processo inflamatório e pós cirúrgico, a recuperação poderá se dar mais rapidamente com a aplicação da terapia larval, ou desbidramento por uso de larvas bem desenvolvidas em laboratório, onde serão rigorosamente observadas todas as técnicas de esterilização. Sendo assim, podemos, então, concordar com os princípios de Lavoisier, e nos lembrarmos de que ainda que algo na natureza possa nos parecer inútil, pode vir a ser de grande utilidade.

Palavras-chave:
    artigos de terapia larval, regenerar tecido da perna, utilidade das larvas

O Retorno de Jedi? Vírus e Bactérias

Quando eu era menino, não que isso tenha sido há bastante tempo, as doenças mais comuns entre as crianças eram o sarampo, a catapora, a varíola, coqueluche, febre amarela, malária, tuberculose – essa, então, muito temida – entre muitas e fortes gripes, que às vezes matavam também. Isto ocorria há mais de quarenta anos atrás.

Superbactérias

Superbactérias

Naquele tempo, me lembro bem, lançávamos mão da penicilina, das sulfas, do iodo, do mercúrio cromo, da embrocação – esse nome eu creio que muita gente nunca tenha ouvido falar, mas é um procedimento domiciliar para tratamento das inflamações de garganta, quando se quebra um galhinho mais resistente de goiabeira, enrola-se nele um chumaço de algodão, molha-se no iodo e esfrega-se bastante nas amígdalas inflamadas.

Para as febres, banho frio, chá quente, cobertor e melhoral, um comprimidinho pequeno, redondo e cor-de-rosa, eu gostava muito de comê-lo. Pois muito bem, com o passar dos anos e o advento dos antibióticos poderosos, agregando-se, ainda, a facilidade para aquisição dos mesmos, as consultas médicas diminuíram e a população começou a se automedicar por conta própria, pois já “conheciam” causas e efeitos, mas não poderia imaginar o tamanho do problema que estava criando para ela mesma.

Os laboratórios desenvolviam os remédios, com uma velocidade compatível com a demanda causada pelos vírus e bactérias, que agiam na época, os quais mantinham sob controle, até que aqueles intrusos de nossos organismos foram criando uma cepa altamente resistente aos antídotos conhecidos, retornando para a nossas vidas com toda a força, os chamados super vírus e super bactérias e, agora, tanto os laboratórios quanto a medicina penam para tentar acompanhar a evolução daqueles companheiros indesejados. Não estão conseguindo vencê-los mais. E o resultado disto tudo pode ser catastrófico para a humanidade como um todo.

Antes que se consiga a fórmula mágica para vacinas e remédios, muita gente morre. É preciso que haja uma campanha de grande porte para orientar, devida e adequadamente, toda a população, principalmente dos países menos desenvolvidos, para não fazerem o uso indiscriminado dos remédios e de medicamentos indicados para outras pessoas, por que eles podem se tornar em problemas e não em soluções. Além do mais, é preciso, também, que os órgãos públicos criem normas para a prescrição e venda de todos, eu digo todos, os medicamentos, mesmo que sejam os mais simples. Isto, para o bem de todos.

Palavras-chave:
    bacteria da coqueluche, vírus da febre amarela, bactéria febre amarela, porque as bactérias estão conseguindo vencer os antibióticos, nome de virus da febre amarela, bacterias da malaria, O advento da Tuberculose, bacteria coqueluche, bacteria catapora, imagens do vírus da catapora, imagens do virus da coqueluche, imagem bacteria da coqueluche, por que as bacterias estão conseguindo vencer os antibioticos], porque as bacteria estão conseguindo vencer os antibióticos, Vírus da febre amarela imagem

Chikunguya da África: O que é isso?

Eu nunca tinha ouvido falar, e fui tomar conhecimento desse negócio agora recentemente, quando avaliava uma notícia sobre a evolução da dengue, em nosso país. Certas doenças e enfermidades, ainda que de muito graves conseqüências, vão se tornando tão comuns que as próprias vitimas se acomodam com o seu avanço, e já não tomam mais as devidas e indispensáveis providências, para a competente erradicação, que muitas das vezes é perfeitamente factível.

No caso específico da dengue, por exemplo, se cada um de nós tivesse uma postura adequada diante do potencial transmissor do vírus, com toda a certeza, esta praga já não daria mais notícias aqui no Brasil. Mas, como dissemos antes, nós nos habituamos a viver com as doenças, e pior ainda com os seus vetores. Parece hipocondria. Chikunguya é uma doença causada por um vírus e, apesar de não ser letal, provoca muitas dores nas articulações e febre alta. Parece-se com a própria dengue.

 Ela é endêmica da África e do sul asiático, sendo, portanto, importada para cá e pode levar o indivíduo contaminado a ficar incapacitado por até seis meses, se não for tratado adequadamente. Mas, a notícia que mais incomoda a este respeito é que o vetor é o próprio mosquito transmissor da dengue, o Aedes Aegypti. Embora a doença não seja transmitida de pessoa para pessoa, um indivíduo contaminado poderá se tornar um importante veículo transmissor se for picado pelo mosquito, dentro dos primeiros cinco dias do surgimento dos sintomas. Mais um motivo para, além de nos preocuparmos, nos ocuparmos em acabar de vez com aquele vetor.

A doença é tão intensiva, que algumas pessoas têm que lançar mão de uma cadeira de rodas para se locomover por um longo período de tempo, devido às fortes dores provocadas pela virose nas suas articulações. O nome, que a princípio parece estranho, tem suas origens em um dialeto proveniente da Tanzânia e o seu significado é “aqueles que se dobram”, por causa da dificuldade de locomoção dos pacientes. Precisamos tomar cuidado, muito cuidado, pois não se sabe quantos tipos de vírus mais este mosquito pode vir a transportar, e além do mais esse bichinho aparentemente inofensivo, já adquiriu novas características e agora já não se importa muito com a qualidade da água para depositar os seus ovos. Definitivamente, não podemos nos acomodar.

Palavras-chave:
    aedes albopictus, aedes, aedes albopictus e aedes aegypti, as cores do aedes, diferença entre aedes albopictus e aedes aegypti, foto do aedes albopictus

Doenças Ósseas: prevenção desde cedo

A fim de não sofrer de osteoporose no futuro. Mas nem todos levam a recomendação a sério. De acordo com o Departamento de Saúde dos Estados Unidos, cerca de dez milhões de americanos acima dos 50 anos já sofrem de enfraquecimento dos ossos e outros 34 milhões fazem parte de um grupo de risco. No Brasil, estima-se que mais de dez milhões de pessoas sofram desse mal.

Na opinião de Maria Cecília Anauate, reumatologista do Hospital Santa Paula, “para a maioria das pessoas, a perda óssea é gradual e não apresenta sinais até que a doença já esteja em estado avançado”. Um dos principais problemas, segundo a médica, é a falta de esclarecimento sobre a doença. Longe de ser uma doença da terceira idade, pode atingir mulheres jovens, a partir dos 35 anos.

Perto dos 15 anos, as meninas já adquiriram cerca de 90% do seu pico de massa óssea, completando-o até os 30. É normal que a partir dos 35 anos a mulher comece a perder massa óssea, que se acentua ainda mais depois dos 45 anos. Se a mulher passar pela menopausa antes dos 45, suas chances de desenvolver a doença aumentam. “Algumas perdem entre 10% e 15% de sua massa óssea nos primeiros oito anos após a menopausa”, afirma a especialista.

Os principais fatores de risco da doença são hereditariedade, raça, sexo e idade. Fumo, álcool, café, sedentarismo, estresse e baixa ingestão de cálcio na alimentação também são determinantes para a precocidade da doença, que pode ser diagnosticada através de um exame de densitometria óssea. Os resultados é que vão indicar o status ósseo da paciente (normal, osteopenia ou osteoporose) e determinar quais os riscos de fratura e tratamentos necessários.

Palavras-chave:
    prevenção de problemas ósseos, doenças osseas, como prevenir doenças osseas, doenças osseas e suas causas, prevençao de doenças osseas, cite algumas doenças ossea, PATOLOGIAS OSSEAS E PREVENÇAO, patologia diagnosticada na densitometria, patologia diagnosticadas na desintometria, pontos inportantes na prevençao de propremas osses, as principais patologias que podem ser diagnosticadas no exame de densitometria, prevenção de doenças ósseas em idosos, Prevenção doenças osseas, principais doenças ósseas e suas caracteristicas, qual a prevençao para doenças osseas