Educação para aprender,
para ensinar,
para aprender ensinando,
para ensinar aprendendo,
para eu,
para eu ser mais,
para outrem,
para eu ser outrem,
para a vida,
para que a vida seja mais,
para que a vida seja outra
Carlos Rodrigues Brandão
Harmonizar Formação Individual e Formação Social
Educação, o que esta palavra quer dizer? Mais do que seu significado, queremos saber o seu sentido, a sua utilidade. Para além de.. O que e do Por quê, gostaríamos de saber do Para Quê e do Como. Um modelo que realize adequadamente a harmonia entre formação individual e formação social não deve se basear em ideais impossíveis. Ainda que um modelo por si próprio seja um ideal, no caso específico a educação, dentro do período histórico que o compreende. Deve se compreender a educação: como veículo de transformação do indivíduo e, por conseqüência, da sociedade em que ele participa. Segundo Maria Lúcia Arruda Aranha em Filosofia da Educação, 1996, p 51, “É a partir da consciência de sua própria experiência e experiência da humanidade que o homem tem condições de se formar como um ser moral e político”. Mas as categorias moral e política do indivíduo, só se apresentam na dimensão social.
Ao educando deve ser oferecida a totalidade desse conhecimento e o conhecimento que o torne crítico das relações entre esses saberes e seus resultados sobre a vida humana.
Ao homem cabe a luta para humanizar o homem e, isso é educação no mais completo sentido. Ninguém escapa da educação. A educação existe no imaginário das pessoas e na ideologia dos grupos sociais. A utilidade da educação, tradicionalmente, está em tornar o indivíduo útil para a sua sociedade. Se a sociedade precisa de guerreiros, a educação há de criar guerreiros, se a sociedade precisa de burocratas, a educação há de criar burocratas. A educação ajuda a criar homens e mulheres, ou melhor, a passar os saberes necessários que os constitui e legitima como indivíduos indispensáveis para a sua sociedade. Educar pode ser ensinar o jovem a caçar, a fabricar seu próprio arco e flecha; como também pode ser ensinar matemática financeira, informática. Educar é ensinar aquilo que for necessário para tornar o aluno num homem, ou mulher, útil, produtivo, para a sociedade da qual faz parte; assim poderá ser reconhecido como membro atuante e necessário da mesma. “O saber que se transmite de um a outro deve servir de algum modo a todos”. Educação, talvez possamos dizer que seja o processo pelo qual “um grupo social aos poucos socializa, em sua cultura, os seus membros, como tipos de sujeitos sociais”. Para os gregos a educação tinha o nome de Paidéia: no sentido de formação harmônica do homem para a vida da polis, através do desenvolvimento de todo o corpo e de toda a consciência. A educação grega preocupava-se com a formação do cidadão, educação “da” e “para” a cidade, isto é, a comunidade. Educação como sinônimo daquilo que somos, sabemos, fazemos, pensamos, imaginamos, acreditamos e amamos individual e coletivamente.
A educação (a escola) não é para tornar a criança-aluno alguém na vida, todos nós já somos alguém, talvez seja mais apropriado dizer: tornar o homem, ou mulher, mais humano. Não podemos esquecer que, infelizmente, para alguns, educar também pode ser o ato de transmitir, de uma geração à outra, crença e valores sociais, que tanto podem servir para igualar quanto para diferenciar as pessoas. Educar, alguns poucos, para aprender a comandar, e outros, muitos, para aprender a obedecer e servir. A educação é um dever e necessidade da sociedade; ela educa a pessoa, numa instituição (que não necessariamente deva ser a escola), e através de uma prática (o ato de educar), mas este processo deve ser realizado como “um serviço coletivo que se presta a cada indivíduo”.
É neste sentido que Kant está pensando quando diz que “o fim da educação é desenvolver em cada indivíduo toda a perfeição de que ele seja capaz”. Para Kant o indivíduo tem um dever (no sentido de obrigação coletiva) para com a sociedade, a humanidade. É dever do indivíduo procurar, sempre, o bem de todos, e não o bem individual (como nos gregos, que em primeiro lugar estava o bem e felicidade do próprio agente). E se é um dever de cada um a procura do bem de todos, é, conseqüentemente, dever de todos preocupar-se com o bem de cada indivíduo. Para que todo esse trabalho floresça, venha à tona, faz-se necessário termos: um e todos, indivíduo e coletividade. Em âmbito nacional, a luta e necessidade da democratização do ensino criou a escola pública. Educação leiga para todos em escolas financiadas pelo governo. Contudo, não devemos ser pessimistas, “assim como a vida é maior que a forma, a educação é maior que o controle formal sobre a educação”. Sempre haverão meios e condições de “reinventar a educação”. Estamos aqui, nós, professores e filósofos, para isso, para pensar novas maneiras de educar, novas formas peculiares de saber e de viver, para reinventar, de múltiplas maneiras, a educação, como sempre quis Paulo Freire. Educação como prática da liberdade.
Aspecto histórico dos Planos Nacionais de Educação do Brasil, na década de 30 criou-se o Ministério da Educação. Os primeiros Manifestos da Educação Nova aparecem em 1932 (certamente a primeira expressão pública de educação), influenciando a Constituição Brasileira de 1934 a elaborar um Plano Nacional de Educação (compreensivo do ensino de todos os graus e ramos).
No ano de 1961, é promulgada a Lei de Diretrizes e Bases, com novas concepções para a educação brasileira. A idéia de Plano de Educação surge com os primeiros manifestos, introduzindo a racionalidade científica no campo de ensino, voltado para a manipulação das classes subalternas contenção social – política do Estado Novo.
1962 a 1985 período do Golpe Militar ocorrem mudanças significativas na idéia de Planejamento Educacional, que se transforma em um mero instrumento de racionalidade tecnocrática – concepção tecnicista da educação, sem qualquer participação da sociedade no processo educacional. Os planos para a educação estavam diretamente ligados aos Planos Nacionais de Desenvolvimento e ao capitalismo, que planeja todos os setores da sociedade, inclusive o planejamento educacional, que tem como uma de suas principais metas reduzir o índice de pobreza.
O Brasil é um país marcado por exclusões sociais ao longo de toda a sua história, em qualquer esfera da sociedade: saúde, educação, moradia, entre outros. No processo educacional, encontramos um dos maiores exemplos dessas exclusões, que remonta desde o Brasil colônia, em que o sistema educacional era quase inexistente, pelas escolas jesuítas. Ainda no Império e I República, a Igreja continuou controlando as instituições de ensino, não alterando substancialmente as funções de educação em relação ao período colonial.
O Brasil é um país capitalista em desenvolvimento, marcado ao longo de sua história por exclusões sociais, com elevada dívida social, seja ela em qualquer plano, educação, saúde, entre outros. O planejamento da educação encontra-se nesta linha de exclusões sociais, o capital influencia o progresso da educação no Brasil com o mundo.
Acredito em mudanças e dentro de minha atuação educacional sempre me posicionarei para o aperfeiçoamento pessoal e coletivo em beneficio da Educação/Escola….
Bibliografia:
http://www.silvino.blog.br/2008/09/individual-x-social.html - http://www.geocities.com/profestebanpolanco/da_educacao.htm
http://www.cefetrn.br/ojs/index.php/HOLOS/article/viewFile/84/88 http://www.educapaz.org.br/modules/wfsection/article.php?articleid=2
Enciclopédia Barsa
Palavras-chave:racionalidade tecnocrática, RACIONALIDADE TECNOCRÁTICA NA EDUCAÇÃO, (“a racionalidade tecnocrática”), o que é racionalidade tecnocrática, o\que é formação social, qual o significado da presença ´´a racionalidade técnocrática´´para a organização da educação?, racionalidade tecnocrática e a organização da educação, racionalidade tecnocrática o que é, racionalidade tecnocrática para a educação, racionalidade tecnocrática para organização na educação, significado da racionalidade tecnocrática para a organização da educação, o que é racionalidade tecnocrática para organização da educação, o que é racionalidade tecnocrática para a educação, a racionalidade tecnocrática, a racionalidade tecnocrática da e
Comentários Recentes
essa receita e muito boa demais adorei...
Eu sofro mais guardo pra mim n aguento mais o q eu faço ?? ... bjs...
Olá Angela Almeida, boa tarde ! O assunto proposto é sem dúvida nenhuma de su...
Devia-se investir mais no cultivo desta planta, visto que ela tem muitos benefic...