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O Bullying

Para a maioria das pessoas a lembrança da primeira professora é algo que enche o coração de ternura e saudade. Ela é aquela pessoa que preenche o vazio deixado pela ausência dos cuidados e carinho maternais, é quem assume com  muito amor a tarefa difícil de tornar a adaptação da criança em seu novo espaço, agradável. A criança que passa pela experiência de se ver só, fora do ambiente familiar, com estranhos, em nova realidade é agredida em seu íntimo e sente-se abandonada, perdida, desamparada. Essa criança precisa ser bem acolhida,  protegida e sobretudo sentir-se amada.

Ao me encaminhar para a sala de aula, a primeira da minha vida, enchi-me de esperança, e sonhava encontrar ali o suprimento de toda carência que estava sentindo desde o dia em que chegara ao internato. Meu coração estava quase a explodir de alegria ao me ver numa sala de aula de verdade com colegas, professora, os móveis adequados, tudo aquilo que já fazia parte do meu imaginário mas que não conhecia. Toda essa expectativa durou pouco. Uma imensa avalanche de decepção caiu sobre mim depois que me descobriram. Primeiro vieram as perguntas para sanar a curiosidade natural. Eu de pé na frente da sala, sob o olhar atento e crítico das colegas, tinha que responder a muitas perguntas que eu nem sabia do que se tratava. Descobriram então que eu tinha vindo da roça e que era uma caipira. Tive que suportar os risinhos e cochichos maldosos… Com os nervos à flor da pele, maltratada intimamente, humilhada, fui submetida a um teste de avaliação, ali sem o menor preparo psicológico! Por sorte do azar, nada do que eu sabia foi arguido. Todo o conhecimento que eu tinha adquirido informalmente junto à minha mãe, era insuficiente para me qualificar.

Lembro-me que a professora tinha me dado um giz para que eu escrevesse no quadro negro uma frase para fazer a análise gramatical. Eu não conhecia giz não sabia como usa-lo no quadro. Não tinha noção espacial porque só conhecia a louza, um quadro de uso individual onde se escreviam  com  bastão da mesma pedra. Essa  minha confusão gerou a pergunta: “você ao menos sabe escrever”? Com toda timidez balancei a cabeça em sinal positivo. “então escreve!” Eu olhava para o giz, virava-o de um lado, do outro…nada. Eu não sabia como escrever. Até que uma das colegas entrou para minha salvação: “professora, deixa eu escrever a frase para ela?”

Nessa hora senti um tímido apoio, achei que aquela garota me inspirava confiança e cumplicidade. Entreguei-lhe o giz. Com desenvoltura ela escreveu no quadro a tal frase. Eu apesar do nervosismo, segui os seus movimentos, entendi que o quadro era grande para que toda a sala pudesse ler e as letras deveriam ser proporcionais, pela mesma razão. Agora com o giz, a professora pediu-me que sublinhasse os verbos, passasse um círculo em volta dos substantivos um X nos pronomes… e assim por diante… Tudo feito, achei que estava livre…Que nada! Agora vinha o pior. Mandou que apagasse o quadro e ditou alguns números, dividido por, (fiz a chave, até aí tudo bem) ditou: dois,  sete, nove. Que maldade! Nunca havia feito uma divisão por três dígitos.

Foi quando vi que a professora queria mesmo era me aniquilar!Vi  o seu sorriso de satisfação  e ouví as gargalhadas  das colegas diante da minha  ignorância. Nessa hora ela mandou que eu pegasse minhas coisinhas e que saísse da sala dela, ela não tinha tempo para perder ensinando fazer continhas e que aquela sala não era para mim… Seu tom de voz estarrecedor  meteu-me medo! Humilhada, esmagada em meus profundos sentimentos,  sob o olhar crítico e debochado das colegas em gargalhadas, me encaminhei para a porta já aberta. Ela lá estava com o braço direito e o indicador estirados mostrando-me a saída. De lá  ela gritou para a professora do segundo ano: “essa menina não está apta para o terceiro ano, vê se fica com ela, aqui ela não fica!”

Hoje quando se falam em bullying, reporto a este dia fatídico em que fui agredida  moral e psicologicamente, motivando talvez a grande dificuldade que sempre carreguei com a matemática.

 

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Top 5 Eventos que vão agitar São Paulo

São Paulo é a maior cidade do Brasil e, conseqüentemente, os eventos mais importantes acontecem na capital paulista. Desde congressos de medicina até shows internacionais e a Fórmula 1. Então vamos ao top 5 dos eventos em São Paulo.

Fórmula 1

A cidade de São Paulo recebe mais uma vez o campeonato automobilístico mais famoso do mundo. A corrida da Fórmula 1 já virou tradição no autódromo de Interlagos e atrai milhares de amantes do esporte. Em 2010, os treinos preparatórios são nos dias 5 e 6 e a corrida no dia 7 de novembro. Os ingressos podem ser comprados pela internet. Se você não mora na capital e deseja se hospedar em algum hotel em São Paulo, é aconselhável que faça sua reserva antecipadamente, para evitar possíveis desconfortos.

Show do Greenday

A banda norte americana volta a se apresentar na capital paulista após alguns anos. O show vai ser realizado no Anhembi no dia 20 de outubro. Algumas agências de turismo estão montando pacotes que incluem o ingresso, transporte até o show e a reserva de hotel em São Paulo.

Equipotel 2010

A maior feira de hotelaria e gastronomia da América Latina chega a sua 48º edição. O evento em São Paulo trata da exposição de materiais para hotéis e gastronomia. A feira acontece entre os dias 13 e 16 de setembro. Quem deseja expor, pode fazer as reservas de estande através da internet e as credenciais também podem ser solicitadas antecipadamente.

I Festival Internacional de Músicos de Metrô, o Red Bull Sounderground

A idéia do festival é reunir músicos que se utilizam deste espaço para levar sua música até os ouvidos das pessoas. Através desta ação, o festival visa difundir à cultura no Brasil, lugar onde ainda a presença destes artistas é rara. As inscrições poderão ser realizadas pela internet até o dia 15 de setembro e as apresentações serão feitas durante a semana de 08 a 12 de novembro nas estações de metrô. As cidades participantes serão São Paulo, Barcelona, Berlim, Londres, Cidade do México, Montreal, Moscou, Nova York, Paris, e São Petesburgo.

Expomusic 2010

Quem é apaixonado por música não pode deixar de visitar a Expomusic, que em 2010 está em sua 27º edição. A feira visa expor as novidades de instrumentos musicais, áudio, iluminação, acessórios e tudo que é referente ao setor. Sua realização será entre os dias 25 e 26 de setembro, no Expocenternorte.

São inúmeros os eventos em São Paulo até o final do ano, citamos apenas alguns deles, então, não esqueça de fazer a sua reserva de hotel antecipadamente, escolha o melhor evento e boa viagem.

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Revolta do “Para nossa alegria” e Sobre o Próximo Vídeo

Eu e Felipe falando sobre o vídeo “Para nossa alegria” e novas idéias para o próximo vídeo. Acessem o site dele e cadastrem para publicar artigos e ganharem dinheiro com isso.

Twitter – allisondiogo
Facebook – Allison Diogo

Obs: Gravamos no nosso fim de expediente e por isso os uniformes,
esse vídeo é totalmente sem patrocínio da empresa que trabalhamos.

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Pobre Menina Sonhadora!

Minha vida de estudante propriamente dita começou aos nove anos de idade, quando segundo a tradição familiar, e por força das circunstâncias, eu também deveria ir para o colégio dar inicio então à tão sonhada vida de internato.

Digo “tão sonhada” porque morria de inveja quando meus irmãos mais velhos quando comentavam entre si as peripécias pelas quais passavam quando estavam no colégio. Minhas irmãs, Teca e Maria I.  referiam-se ao internato com tanta graça que eu  achava que deveria ser o paraíso. Aguardava com ansiedade o momento em que eu também iria  passar  pelas mesmas oportunidades, movimentar mais a minha vidinha que eu considerava pacata, na fazenda brincando sozinha, estudando ou fazendo algumas tarefinhas.

Pobre menina sonhadora! A realidade é bem diferente… claro, eu seria apenas mais uma entre uma centena de outras internas, e nem era a menor de todas! Não tinha porque ficar esperando que alguém ira ter atençãocomigo. Entre as novatas como eu, duas irmãsinhas de sete e oito anos,  dividiam entre si o consolo e mitigavam as saudades. Eu, mais uma vez sozinha, agora chorando as saudades! Saudades da Mamãe, da família, do aconchego do lar, do sabor da  comida feita com capricho no fogão à lenha… o perfume da madeira queimando…Quando amanhecia chegava ouvir o cantar dos pássaros no quintal, o galo no galinheiro o mugir das vacas e seus bezerrinhos… era o barulho da natureza que eu nem dava conta de que me agradava tanto…

Os primeiros dias foram inesquecíveis! Tudo novo… nada era como na minha casa…tudo… tudo diferente! Aquele bando de meninas e mocinhas, ninguém familiar… olhares hostis, desconfiados. Lembro-me de procurar alguém com  quem dividir meus anseios e minhas indagações, mas parecia que todas estavam alegres e felizes, ninguém compartilhava da minha solidão. Muito acanhada, ficava sempre num cantinho com cara de poucos amigos, pensando como seria a minha vida ali naquele lugar estranho… de uma coisa eu tinha certeza: eu iria estudar de verdade, iria ocupar uma carteira, escrever no caderno, desenhar… isso me trazia ânimo e me enchia de esperança!

Chegou o primeiro dia de aula! A ansiedade tomava conta de mim… não sabia quem seria a professora, nem quem seriam minhas colegas. Nessa hora o número de alunas triplicou. No pátio, as alunas reunidas, internas e externas, todas mais ou menos da mesma idade formavam filas por série. Alguém chegou  e  me perguntou:

_ Qual é a sua fila?
Respondi:
_ Não sei…
_ Você se matriculou em qual série?
_ Não sei…
_ Que série você fez o ano passado?
_ Não sei… (A pessoa deve ter pensado que eu era mais uma doente mental que as irmãs por compaixão recebiam)

Aí consegui formular uma frase mais consistente e disse: minha mãe disse que eu posso fazer o terceiro ano. Eu não sabia mas, essa  frase  provocou o meu primeiro vexame  de minha vida! Fui então conduzida para a fila do terceiro ano e junto com as outras alunas, para a sala de aula. Iniciadas as apresentações, a professora uma senhora corpulenta, vestida de amarelo, estranha, não tinha cara de professora, pelo menos não era a pessoa que eu imaginava que fosse. Eu sonhava que ela seria linda, carinhosa e que me achasse no mínimo engraçadinha…

O seu visual não me agradou como também não a impressão e a marca que carreguei durante muito tempo do bullying que sofri no meu primeiro dia de aula.

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Adeus Liberdade…

Aos nove anos comecei realmente a minha vida escolar em sala de aula comum. Como já disse antes, morávamos na fazenda, onde não havia escola. Minha mãe foi minha primeira professora. Ela me ensinou a ler, escrever e fazer algumas continhas, o básico, fez o que pode, como professora leiga, sem metodologia e recursos didáticos apropriados. Todos nós tivemos o mesmo início, até completarmos a idade de assumirmos sozinhos a vida em uma escola sob o regime de internato. Adeus convivência familiar! Adeus liberdade… era o início de uma nova vida…

No ambiente escolar, como em todos em que se concentram pessoas e principalmente crianças e adolescentes, as normas são necessárias para que se estabeleçam ordem e disciplina. Isto quando se tratam de estabelecimentos comuns nos dias atuais. Em um regime de internato, essa exigência é triplicada. Toda rotina segue uma orientação rígida, metódica, militarista. Fila pra cá, fila pra lá, nada de conversa, obediência sempre! Até os passeios pela cidade aos domingos, eram feitos em fila…

Onde quer que estivéssemos, no pátio em recreio, em sala de aula, ou em sala de estudo, três sinais de campainha nos alertavam que deveríamos fazer alguma coisa: ao primeiro, parar o que estivesse fazendo; ao segundo, formar a fila em silêncio absoluto; ao terceiro, seguir para a atividade própria do horário, em fila…

A campainha era o sinal de alerta para alguma coisa conforme o horário: desde o despertar até a última atividade do dia, dormir. Uma rotina de deveres, obediência, submissão. Os únicos momentos que podíamos conversar eram nos intervalos das aulas e no pátio, na hora do recreio. No pátio, era proibido fazer rodinha, isto é, conversar em grupos. Tínhamos que brincar com bola, corda, bicicleta ou joguinhos de dama, xadrez, ludo, torre etc. sob a vigilância constante de uma ou duas irmãs (freiras). A necessidade de burlar a vigilância era imperiosa dadas as inúmeras proibições. Tínhamos sinais convencionados de alerta geral e outros criados pelas “panelinhas” para quando fosse necessário a comunicação entre os seus membros.

O bom comportamento era o índice para a saída em visita à família no primeiro final de semana de cada mês. Cada professor dentro da sala de aula ou irmã que vigiasse as internas em determinado período, recebia uma planilha com os nomes das internas onde seriam marcados sinais indicadores de bom ou mau comportamento. Quem não obtivesse média suficiente não poderia sair. Permanecia no colégio estudando ou ajudando na limpeza das salas e áreas comuns. As punições variavam entre a chamada de atenção (pito) da Madre Superiora, da diretora, da perda da saída no primeiro domingo, da suspensão do recreio e até expulsão para os casos gravíssimos.

Tínhamos quatro meses de férias: dezembro, janeiro, fevereiro e julho. Isto quer dizer que passávamos dois terços do ano no colégio. Que fazer para viver com disposição e alegria num ambiente intolerante e austero como o que nos era imposto? Como suportar a mesma rotina, dia após dia, com saudades de casa, da liberdade, do aconchego familiar, da fartura da fazenda, da comidinha da mamãe?!… Quanta saudade! Quantas lágrimas…

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Red Belt

Chegado ao vídeo sem passar pelos cinemas “Red Belt” é o ultimo e surpreendente filme de David Mamet. Sobre um assunto que me é caro, as artes marciais, neste caso o Jujitsu Brasileiro, que pratiquei algumas vezes.

David Mamet é mais simples e straightforward que ultimamente, conhecendo melhor aquilo que pretende para além do jogo labirintico do enredo. Praticante de Jujitsu brasileiro há 5 anos, Mamet consegue tocar em vários temas de uma vez, enquanto põe a trabalhar um heist movie qb para nos baralhar completamente as contas . Mais, “Red Belt” é o primeiro fight movie da história do cinema a tocar no tema do Jujitsu Brasileiro, o que em si é não só inédito como também de aplaudir. Surpreendente para mim é que uma arte e filosofia tão ricas como o Budo se conheçam no ocidente apenas de filmes de Akira Kurowasa e ramificações.

O Jujitsu brasileiro é a arte marcial onde a flexibilidade é a chave do sucesso e a rígidez a morte do artista. Tudo se joga com a capacidade de adaptação e antecipação do movimento em relação ao oponente. Até ao KO final. Qual xadrez corporal com o seu inevitável cheque mate.

O Jujitsu é a base por onde Mamet trabalha o filme, num enredo onde a harmonia do Dojo é subvertida pela pervesidade do mundo exterior, misturando-se aqui a temática das artes marciais com a negritude dos filmes de luta como”O Touro Enraivecido” de Martin Scorsese.

O final, impossível de antecipar, é o único buraco ou centelha de luz por onde o heroi do filme poderia passar. Surpreendendo-nos como um movimento de jujitsu que nos salve intuitivamente do inevitável estrangulamento.
“Red Belt” conta ainda com excelentes interpretações, em especial do protagonista Chiwetel Ejiofor, ritmo inebriante e a capacidade rara de me fazer entusiasmar com um filme. Aluguem-no, já que não o podem ver numa sala de cinema.

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Inimigo Público

Gostei deste Michael Mann. Histórica verídica da ultima etapa de vida do famoso assaltante de bancos Joe Dillinger, após a sua fuga da prisão. É um retrato muito bem ilustrado de uma época e de um tempo. Numa batalha em campo aberto, sem mediação, entre Dillinger e o metódico detective Melvin Purvis.

Em Dillinger está lá o homem, o sofredor, o injustiçado que esteve 8 anos preso por ter assaltado uma mercearia, vivendo o pós-prisão com uma infindável dose de confiança, inteligência e coragem que o parece tornar indestrutível. É quiça a faculdade dos homens que querendo-se vingar da injustiça do mundo, sentem que já não têm nada a perder. É aqui preciso deixar a ressalva que Dillinger jamais robou um individuo na sua segunda vida de assaltante, “apenas” assaltava bancos, o que o tornava num herói do povo em tempos de miséria da Grande Depressão.

Como em “Heat – Cidade Sobre Pressão”, “Public Ennemies” desenvolve o temática do jogo do gato e do rato. Dillinger (Johnny Depp) está sempre ao ataque e Purvis (Christian Balle) pratica um calculado cattenaccio, neutralizando as armas e o terreno que Dillinger havia conquistado para no final, numa jogada de pura artimanha, atacá-lo inesperadamente. Já decorria um ano de duelo épico que se eternizava : cheio de sangue, golpes, contragolpes e provocações temerárias de Dillinger. Acabando no fim por ser a “erva daninha” a corroer o destino do protagonista e dar a vitória a Purvis. A propósito, a denunciadora romena Anna Sage acabaria mesmo por ser deportada. Algo que não surge nas legendas finais dos destinos dos protagonistas, o que poderia acentuar o efeito queima roupa do golpe final.

“Public Ennemies” é um dos melhores filmes de Mann. Ponho-o ao lado de Heat – Cidade sobre Pressão”, atrás de “Insider” e mais atrás ainda da obra-prima “Miami Vice” (o filme). Michael Mann é um realizador moderno e peculiar na forma como encadeia os planos e sabe iluminar os seus filmes. Conjugando tudo com um fundo musical e banda sonora que nos transporta para um género de conforto tenso.

Essa marca muito própria, em consonância com uma temática adulta e intelectualmente masculinizada, é uma reflexão e ilustração do tema do homem livre em suspenso contra o mundo. Não existe ali possível mediação, a acção está na carne e no osso. A aniquilação absoluta é algo iminente. O jogo do gato e do rato encontra-se também na dialéctica conforto versus liberdade. Mas é neste jogo que está o motor dos melhores filmes de Mann. Por vezes acelera, tornando-se vertiginoso e acelerando o climax. Outras vezes deixa-nos num limbo, como o silêncio que anuncia a tempestade.

Este é em minha opinião o grande trunfo do cinema de Mann – o saber combinar a estética com a vertigem. De uma forma que nos faz dar como muito bem entregue o tempo dedicado a ver alguns dos seus filmes.

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Android – Aplicativos, Jogos e Muito Mais

O sistema operacional Android já é considerado o principal sistema para smartphones e tablets em todo o mundo, ultrapassando inclusive o iOS, da Apple. O Android pertence ao Google, o que facilita sua propagação ao redor do mundo. Em 2011 o sistema Android teve cerca de 200 milhões de usuários ativos, sendo que atualmente o Google anunciou que em média cerca de 350 mil smartphones com Android são ativados todos os dias; se contabilizar os tablets, o número aumenta para 700 mil dispositivos com Android por dia, já que os tablets também viraram febre entre os consumidores.

Sistema Operacional Android

Sistema Operacional Android

O sistema operacional Android é compatível com todos os programas do Google, além de ter vários aplicativos (muitos grátis) para download no Android Market. Só em 2011 foram 11 bilhões de downloads baixados no Market. A variedade de aplicativos é enorme, vão desde aplicativos voltados para entretenimento, até para uso no trabalho e estudos. Além de aplicativos, existem vários jogos disponíveis para download, como Angry Birds, Ninja Fruits e muitos outros que já viraram mania no mundo todo.

Para quem gosta de ficar sempre conectado na internet, o sistema Android é super indicado, pois ele tem atalhos de acesso para as principais redes sociais, como Facebook, Twitter, Orkut, além de ser totalmente compatível com o Youtube, MSN, Skype. Para quem adora fotografar e filmar tudo a sua volta, com o sistema Android o usuário pode tirar fotos ou fazer vídeos e já enviar direto para as redes sociais.

O sistema operacional Android é uma ótima opção para quem deseja estar ligado com as últimas tecnologias e sempre conectado, além de ter um ótimo custo benefício. Hoje em dia o consumidor já consegue encontrar ótimas opções de smartphones e tablets com Android e sem pagar tão caro por isso…

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13 de Julho – Comemore o Dia Mundial do Rock

Pense rápido e responda: Você sabe que dia é comemorado o Dia Mundial do Rock? A data é pouco conhecida para a maioria da população, mas muito esperada e comemorada por “roqueiros” de todo o mundo.

O Dia do Rock é comemorado todo dia 13 de julho desde 1985. A data foi escolhida por causa do Live Aid, um show beneficente organizado por Bob Geldof no mesmo ano. O evento reuniu bandas de Rock em um show que aconteceu simultaneamente na Filadélfia, nos Estados Unidos, na Inglaterra e em Londres. A façanha de Bob Geldof teve como objetivo arrecadar dinheiro para ajudar a combater a fome na Etiópia. O Show contou com a presença ilustre de vários cantores famosos como, Mick Jagger, Sting, U2, Paul McCartney, Phil Collins, Eric Clapton, BB Kind, Queen e Madonna.

Desde então a data passou a ser oficialmente o Dia Mundial do Rock no mundo inteiro. Além de ter alertado o mundo para a condição social e a miséria na África, a causa nobre organizada por Bob foi ponto de partida para várias outras ações. Em 2005 Bob organizou o Live 8, o que seria outra versão do evento, para tentar pressionar os líderes do acordo econômico, o G8, para que eles perdoassem a dívida externa dos países pobres a fim de erradicar a miséria nesses países ou torná-la menor.

Instrumentos Musicais

Instrumentos Musicais

A data é uma oportunidade para comemorar com os amigos que curtem o estilo musical e presenteá-los com mimos relacionados ao dia. Uma boa dica de presente é dar instrumentos musicais como guitarras, violões, baterias, ou qualquer outro instrumento que seu amigo curta. Outra opção é dar CDs, DVDs, aparelhos eletrônicos ou até mesmo camisetas de bandas ou que identifiquem a “tribo do Rock”.O Dia Mundial do Rock também é uma ótima oportunidade para reunir os amigos roqueiros, ir a um show de alguma banda de Rock, ou promover um encontro com roqueiros de outras “tribos”. Outra maneira de curtir o dia é se dedicar a alguma causa social e relembrar o que deu origem à comemoração. Se este for o objetivo, faça como o Bob Geldof: organize alguma ação no dia 13 de julho e chame os amigos para celebrar com você o Dia Mundial do Rock.

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Faz de Conta Que…

Faço parte de uma geração de transição. A geração da mudança que começou a perceber a necessidade de  transformação carregando os dons positivos de uma educação tradicional mesclando-os com os imperativos da modernidade.

Quando me lembro da minha vida de criança, na fazenda onde o maior contato com o mundo exterior era um radio à pilha e os jornais, comparo-a com as das crianças atuais. A criançada moderna,  meninas de cinco a dez anos, não compreenderiam o quanto  agradável é brincar só, como eu brinquei. Não sabem brincar de “faz de conta”, não usam a criatividade, a fantasia, não sabem se envolver em situações imaginárias a ponto de viver uma situação irreal.

Não tendo com quem dividir meus devaneios, tirava proveito do que tinha: das árvores, das bonecas, as bruxinhas de pano que eu mesma fazia. Subia nas árvores e fazia de conta que tinha algumas coleguinhas brincando comigo. Todas elas eram “comadres” e tinham nome. Ali passava horas brincando de casinha com minhas coleguinhas imaginárias.

Muito raramente eu tinha alguém de verdade brincando comigo. Isso só acontecia quando minha irmã casada Ester, ia passar uns dias conosco. Sua filha mais velha Milene, quase da minha idade, me trazia um novo estado de fantasia. Então eu aproveitava e deixava de lado o meu faz de conta solitário, para brincar também de faz de conta com crianças de verdade.

As nossas casinhas  ora em cima, ora em baixo das árvores, tinham um “que” de um realismo, principalmente a mangueira que era a que melhor favorecia com sua sombra. Aí soltávamos a imaginação! Construíamos, mobiliávamos e  decorávamos com pecinhas encontradas no quintal ou na nossa imaginação. Fazíamos a divisão dos cômodos, a colocação dos móveis, tudo na mente, até as portas, as janelas tinham seu lugar exato. “Faz de conta que aqui é minha casa, aqui, o quarto… aqui a cozinha… ali a porta de entrada… minha porta tem campainha, não bater palma, por favor! A Milene era extremamente rigorosa nesse aspecto. Se eu fosse à casa dela, tinha que apertar a campainha, dlim-dlom no local demarcado para a porta. A visita era recebida com requinte, conversávamos sobre problemas familiares, fazíamos fofoca, servíamos cafezinho, biscoitos, etc. Tínhamos criatividade para vivermos outros personagens também, artistas, cantoras… só que eu não conhecia bem essa gente, gostava mesmo era do papel de comadre.

As comadres sempre eram mães com várias crianças, uma mais sapeca  que a outra. Passávamos o tempo corrigindo os pestinhas e  brigando com as empregadas. Quando inventávamos de fazer cozinhadinha ou comidinha, tínhamos que buscar recursos na cozinha com minha irmã Teca que era mais “boazinha,” satisfazia a nossa vontade sem  reclamar. Fazíamos fogão com pedras e tijolos espalhados pelo quintal. Recolhíamos  gravetos  e palha de milho seco. Tudo pronto para acender o fogo! Essa era a pior hora! Não conhecíamos a técnica…

Risca fósforo, assopra, uma labaredazinha que não se sustenta, logo se apaga! A fumaça que entra nos olhos… Pára tudo para enxugar as lágrimas! Que peleja… Quando por fim conseguíamos acender o fogo já estávamos cansadas, e a fome gritando para pedirmos socorro na cozinha. Quando  algum adulto acendia o fogo para nós, conseguíamos fazer a nossa comidinha. Que prazer! O arroz, ora papa, ora cru, mesmo assim era delicioso!

 

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