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Respeite o Músico

Juno Rodrigues. Acústico Caçula Pub

Quantas vezes você já foi a um lugar onde tem música ao vivo e, percebeu que na maioria das vezes, se o músico não for famoso, as pessoas fazem questão de não dar atenção ao profissional da música que ali se encontra?

Pois é, mas na maioria das vezes é exatamente isso que acontece, por isso, resolvi dar algumas dicas para essas pessoas que fingem não perceber a existência de quem está abrilhantando o recinto:

01- Nunca sente de costas para o músico se você puder.
02- Deixe a música terminar antes de levantar-se para ir embora.
03- Participe, mesmo que seja para vaiar, isso faz bem pra você e para o músico.
04- Não reclame do som com o garçon se a maioria do público estiver gostanto, certamente é Você quem está no lugar errado.
05- Quando o músico for bom, admita e não procure roubar a cena.
06- Não coloque a mão no ouvido logo que entrar no recinto, (simulando que o som está alto), todos sabemos que você faz isso para chamar a atenção ou por que está inseguro.
07-Cumprimente o músico ao entrar e ao sair, afinal de contas ele é um ser humano e não um objeto de decoração do ambiente.
08- E, finalmente, confie em você! Não permita que somente a mídia lhe diga o que é bom. Maria vai com as outras está em decadência faz tempo.

Tempo Não é Dinheiro

Minha banda fez uma música criticando o capitalismo e ao mesmo tempo dizendo que estar perdendo as pessoas que ama por causa disso

Tendo um novo hobby

As pessoas hoje em dia, estão cada vez mais inclinadas e dispostas a ter hobbys para fugir um pouco das preocupações do dia a dia. Essa é a razão da música estar entre os hobbys mais procurados Aprender cantar é uma das atividades que as pessoas mais procuram pensando que é fácil e o erram já neste ponto As pessoas erram aí quando pensam que é tudo flores no aprendizado do canto quando na verdade para cantar é necessário que você tenha muito mais que apenas força de vontade. Claro que cada instrumento tem sua dificuldade mas para que você tenha noção do que é estudar canto vou dar alguns exemplos.

Quando você passa por chateações e dificuldades é comum que você não consiga ter um controle total da voz. Será praticamente improdutivo o seu estudo nessas condições. Acredito que não preciso falar de questões ligadas a sua saude como sinosite ou algo que venha a ter reflexo direto no seu aparelho fonador, ao aprender cantar até mesmo uma noite mal dormida pode ter um reflexo muito negativo na qualidade daquilo que você canta ou estuda.

Não quero com este artigo desanimar você que quer aprender a cantar, pelo contrário, minha intenção é que você saiba onde está pisando para que não se frustre ou pare no meio do caminho. O estudo do canto e da voz é algo que traz muita satistação, por isso é importante que você estude arduamente se com professor ou apreder a cantar sozinho. Serja lá o que você estiver buscando com o canto, saiba quemuita coisa está envolvida mas você vai colher excelentes frutos nessa caminhada.

Estude com total dedicação, siga seu material, seu professor ou seus livros a risca e consulte pessoas da área para te ajudar também, isso é excencial que você não se sinta sozinho nessa caminhada. O maior volume de conhecimento você receber agora, mais fácil será para você chegar no alvo desejado quando você iniciou e muitas vezes este passatempo poderá até mesmo virar uma nova fonte de lucros ou uma nova atividade profissional. Pude ver diversas vezes com muitos amigos meus que entraram nessa área seja com o canto ou tocando alguma instrumento, por exemplo, vocês sabiam que o violonista do djavan era um profissional de construção civil? assim como inumeros outros exemplos que podemos dar, o que começa como hobby pode acabar virando uma grande paixão que você desconhecia e demonstrar talentos naturais ou não para algo que você nunca imaginou fazer que é cantar bem. É claro que você não precisa ter este foco desde o inicio, comece fazendo por pura paixao, seja para cantar com amigos ou até mesmo sozinho em casa. No final das contas vale mesmo é se divertir.

As Melhores Músicas Onde quer que Você Vá

Que tal curtir as suas músicas favoritas em qualquer lugar que você for? Seria bom né? Os MP3 players são ótimas companhias, para qualquer momento, qualquer hora e lugar. Os modelos mais modernos possuem inúmeras funções e são lindos de viver.

Ipod Nano

Ipod Nano

O IPod, por exemplo, que existe nas versões clássica, Nano e Shuffle é moderno e completo. O IPod Nano, por exemplo, é pequeno, mas muito potente, com capacidade de até 16 Gb. Por ser pequeno, cabe em qualquer bolso, bolsa, em qualquer lugar. Ótimo para ser usado em academias e na prática esportiva em geral.

O IPod Nano possui tela touch, facilitando ainda mais o acesso ao conteúdo. A tela mostra suas músicas preferidas de um jeito diferente. Basta um toque para ouvir o que você quiser. Você pode escolher o conteúdo que quer ouvir por artista, álbum, listas de reprodução, gênero ou compositor. E o melhor, você pode organizar os ícones da tela principal e as músicas do seu jeito. Ah e outra novidade! Para reproduzir as músicas aleatoriamente, basta sacudir o IPod!

Os melhores momentos da vida são sempre acompanhados de uma trilha sonora. Temos sempre uma música ideal para cada ocasião. Aposto que você já se pegou pensando em alguém ou alguma situação quando ouviu certa música. O IPod, além do MP# player possui rádio FM para ouvir as melhores notícias e as músicas do momento.

Imagine só 16GB de músicas? Dá pra colocar a discografia daquele seu cantor preferido ou todas as músicas que você mais gosta. Ah, e o melhor, funciona à bateria recarregável, nada de ficar carregando pilhas por aí.

Olha só que maravilha que é a tecnologia. Se você estiver ouvindo uma música que gosta muito e quiser saber o nome do cantor basta dar um toque em “Genius”, que o seu IPod vai encontrar automaticamente outras músicas no mesmo estilo e criar uma lista de reprodução instantaneamente.

Richard Wright – O Grande Concerto no Céu

Por uma crónica falta de tempo, apenas agora escrevo sobre a morte de Richard Wright, um dos meus heróis de sempre. Basta-me dizer que ouço os Pink Floyd desde que por volta dos meus 15 anos peguei num LP do “Dark Side of The Moon” de meu pai e o ouvi, numa daquelas magníficas aparelhagens analógicas dos anos 80, muito melhores que as de agora.

Depois descobri uma TDK Cromodioxido com o “Atom Heart Mother” no lado A e do outro o “The Final Cut”. São os albuns menos parecidos da história da banda. “The Final Cut” é um album de Roger Waters a solo com os músicos dos Pink Floyd a tocar,”Atom Heart Mother” são Pink Floyd puros, sinfónicos e meio alucinados. Estávamos em 1970, numa altura em que o som do orgão de Wright emanava dos confins mais profundos da “viagem”, como fundo sonoro sob o qual o som único da guitarra de David Gilmour entrava dando um tom certeiro e cósmico de vitalidade, tornando o som mais rock “sinfónico”. “A Saucerful of Secrets”, “Meddle”, “Dark Side of The Moon” ou “Shine On You Crazy Diamond” em “Wish You Where Here” são albuns onde Rick Wright está sempre presente em solos, composições e improvisações que os marcam com uma força impressionante. Os melhores Pink Floyd viveram aí. O que não é dizer pouco.

Parafraseando Rick Wakeman “One day in the byble of rock there will be written: One Day Got Created Pink Floyd..” Como homenagem deixo aqui algumas composições de Richard Wright com os Pink Floyd e a solo. Para descobrir ou redescobrir.

Como a Música pode Influenciar as Pessoas

A música influencia nossas vidas consideravelmente, pois não há homem que possa admitir não gostar de música, e não ter uma canção favorita ou artista. Muitas pessoas vivem ou respiram através da música, outros ganham dinheiro com isso, mas a maioria deles relaxam enquanto ouvem música.

Como a Música pode Influenciar as Pessoas

Como a Música pode Influenciar as Pessoas

Diz-se que a musicoterapia é tão poderosa que pode curar doenças ou distúrbios do cérebro. Nossas preferências musicais refletem a nossa imagem na sociedade, influencia o nosso humor, nos torna mais corajosos, mais alegres, ou, pelo contrário deprimidos, e mais tristes. Tudo depende da maneira como entendemos ou sentimos.

A Música influencia a nossa saúde e tem uma grande contribuição para o ajuste de deficiência neurológica e em movimento. Em alguns casos, pacientes que sofrem de Parkinson foram capazes de se mover apenas quando eles se lembraram de algumas músicas da sua juventude. Parece também que nós escolhemos o ritmo em função do nosso coração ou a taxa de respiração. A combinação de ritmos musicais parece induzir as nossas flutuações da pressão arterial, sendo por vezes imperceptíveis, mas geralmente influenciam nossos sentimentos. Portanto, a música lenta nos acalma, apesar de terem um ritmo rápido nos torna tensa, mas quando a música é baseada muito em harmonia, então ela pode  cansar nosso cérebro. O que influencia o nosso estado de espírito é o comprimento e a localização das pausas em uma música.

A maneira como reagimos a uma música depende muito de nosso estado de espírito ou experiências anteriores. Se associarmos uma música com um triste acontecimento em nossa vida, vamos sofrer quando a ouvimos, enquanto outros, sem memórias ligado a essa música, vai considerá-la feliz. Além disso, muitas vezes associamos um anúncio ou um filme com a música que ouvimos. É por isso que a música é usada em comerciais e filmes, porque, se a mensagem não nos chegou, a música vai fazer com certeza.

A música tem também sua própria mensagem. Rock e rap músicas com vídeos que incitam à violência sexual e mensagens dirigidas diretamente enviar a mesma mensagem aos seus ouvintes. Os jovens que escutam este gênero de música têm uma vida mais agitada e um comportamento mais agressivo. O Rap tem um efeito mais poderoso, porque suas letras são mais explícitas e mesmo que as letras não podem ser entendidas, geralmente porque o volume está muito alto, e a sua linha melódica que se repete sucessivamente , para transmitir a mesma mensagem.

Mas a música não influencia apenas as pessoas, notou-se que as plantas crescem mais rapidamente e produzem mais flores, frutos e sementes, quando na sala de música escuta-se instrumental, especialmente o violino, flauta e harmonium.

Vidas Paralelas

A cantora Cássia Eller dizia gostar de blues. Mas achava que sabia fazer melhor era rock-and-roll, que preferia mais batida, mais suingue.

Meu filho diz que blues é o ritmo dos caminhoneiros com saudade de casa. Não sei de onde ele tirou esta idéia, mas até que faz sentido. O choro do Blues tem tudo a ver com pessoas que levam a vida em caminhos paralelos, sem semáforo ou retorno, apenas sabendo que deve seguir em frente, sem saber quando parar. Música é empatia. E o que transmite para uns, não necessariamente é percebido por outros. O compositor Zeca Baleiro, alternativo como ele só, diz num dos blues que interpreta, que “nada é mais chato que um cantor de blues”. Como ele vive fazendo trocadilhos em suas letras, podemos interpretar a brincadeira pelo estilo meio depressivo do blues, para baixo, tipo caminho sem volta. É o gênero preferido entre os músicos afro-descendentes americanos, embora nomes como Bob Dylan e Eric Clapton também se dedicassem a ele.

Pobre dos meteoros. Elis Regina. Jimi Hendrix, Janis Joplin, Michael Jackson. Ter domínio da voz não é o bastante. Compartilhar o íntimo é uma tortura que tem que passar rápido. Fazem de conta que entendem para que a incomodação vá embora antes que o meio resolva doutriná-los. Uma concessão ao universo que corre paralelo a quem escolheu rumos em que o gosto principal é por si próprio. Nem que para isso tenham que auto-flagelar-se. O blues não é a música do inferno astral, mas a lendária Janis Joplin parecia se imolar em praça pública a cada show com seu canto lancinante.

Cazuza, Renato Russo, Cássia Eller… Eles passam por nós como um rastilho de pólvora, deixando marcas indeléveis que o público não esquece. As drogas, ponto em comum entre alguns deles, são o canteiro no meio da estrada, numa tentativa vã de dar meia volta e deixar de viver vidas paralelas. Se a vida pessoal e a forma como  dilaceram-se não deva ser exemplo para ninguém, por outro lado não cabe ao público, o direito de julgá-los já que recebemos deles a melhor parte. E se nos choca tanto, quando se perde um deles, nos sentimos um pouquinho culpados por ter sido em nosso nome que eles exerceram a arte em estado puro, sem concessões, visceral. Ao mesmo tempo em que criada para o público, a arte é egoísta porque é feita principalmente para si, o artista. E não há outra forma musical, no nosso entender, que traduza tão bem esta entrega, senão um blues.

Rádio Nowhere

No ar em tudo o que é sitio, ouvem-se constantemente as mesmas canções. Não passam de dez, ou pouco mais que isso, repetidas incessantemente pelas horas do dia afora. Com isso uns sofrem as agruras, da poluição sonora, outros há que gostam e há os que não se importam, deixando simplesmente de “ouvir” as músicas, transformadas entretanto em sons mudos, tal como o barulho incessante das obras, mas em pior. Porque as canções podem-se entranhar a contragosto e voltar nos momentos de silêncio. Mas isso é outra história, cura-se com boa música. Porque gostos discutem-se, pois claro que se discutem. Ontem, hoje e sempre. Agora mais ainda, onde a mediocridade instalada perde muitas vezes o pudor. Isto tudo para dizer o seguinte: 99 por cento das rádios são puro lixo. Melhoram um bocadinho à noite, mas melhoram cada vez menos. Ao mesmo tempo que pioram cada vez mais. E de que maneira.

Sei razoavelmente do que falo, já o vi com os meus próprios olhos nos inícios dos anos 90, tempos em que a rádio era bastante melhor que no presente. Resumindo, as listas de canções a tocar chegavam em CD’ s impessoais em formato de colectânea. Era aquilo que se devia ouvir. Caso alguém quebrasse a regra entraria o director pela sala adentro, a dizer algo do género “que é esta merda. Quem é que vos deu autorização…”?. Claro que um director com as suas contas a pagar fazia depender o seu lugar da vassalagem ás majors e aos interesses financeiros da sua empresa. Por estas e por outras e como o povo é que manda, as poucas rádios que hoje ainda sobrevivem com um mínimo de bom gosto, qualidade, de senso e de dignidade contam-se pelos dedos de meia mão.

E se pensam que com a obrigação de haver uma quota de música portuguesa, ao menos se poderiam pôr no ar músicos nacionais de jeito, pois tirem vocês o cavalinho da chuva. Agora mais do que nunca temos em doses cavalares EZ Especial, Fingertips, João Pedro Pais, Pedro Kimba… Todos juntos em uníssono, a massacrar-nos a toda a hora numa rádio perto de si. Nos cafés, nos cabeleireiros, nas agência de viagens, nos escritórios, nas paragens de Metro. Como alguém já escreveu na blogosfera – o “ruído insuportável do entretenimento”.

É pouco dizer que em relação à televisão, a rádio conseguiu o feito de transformar-se de alternativa saudável a produto inofensivo. Com o cabo a televisão reformulou-se. Quem quer tem consoante o seu gosto noticias, história, ciência, filmes, comédia ou futebol. A rádio em vez de se reiventar perdeu relevo, dimensões, perdeu gente, perdeu personagens e só se diversificou na internet. Não traz nada e não acrescenta nada.

Reparem que não cito os programas de informação, as entrevistas e os debates. É a música que aqui me interessa. Sei que existem óptimas pessoas e excelentes profissionais de rádio em Portugal. Alguns que gosto bastante. Uns lá conseguem alguma autonomia nos seu trabalho, criando algo que é seu. Outros simplesmente não merecem os chefes que têm. Têm sonhos e são bons naquilo que fazem. Gostavam de poder escolher algumas músicas para tocar, de dar o seu gosto a quem o ouve, mas em vez disso, têm de colocar no ar as playlists. Puta que pariu para as playlists. Peço desculpa, mas a rádio em Portugal bateu no fundo. Tornou-se para mim e para muitos simplesmente insuportável. O problema não é só nosso. Em baixo Bruce Springsteen queixa-se do mesmo: is there anybody alive out there?

Bob Dylan – I’m Not There

Im Not There” gera sentimentos contraditórios, para o melhor e para o pior. Se bem que a empresa e a missão fosse bem difícil. Quem vai à guerra…Comecemos pelo melhor.

Em primeiro lugar como convicto apreciador, gostei da música e da divisão dos vários personagens de Bob Dylan consoante as suas fases, o que denota um conhecimento profundo do realizador Todd Haynes. A forma como se cruzam as variadas vivências e personagens isso Haynes faz magistralmente, muito há sua maneira, como já o tinha feito em “Velvet Goldmine“, sugerindo todo o tipo de iconografias relacionadas com Dylan e depois cruzando-as a gosto, como um bom cozinheiro.

Apreciei Charlotte Gainsbourgh e Julianne Moore a ser Joan Baez. E gostei muito do infelizmente falecido Heath Ledger (na imagem acima), que foi o único Bob Dylan que realmente se aproveitou, excelente sem ter de se tornar excessivo, na vontade de puxar a “grande interpretação”. Nem creio que fosse fácil encarnar a fase problemática e cheia de catarse emocional que culminou num dos melhores albuns da vida de muita gente, o “Blood on The Tracks”. Mas se está lá o personagem, a música, os factos e as vivências, para quê o excesso de trejeitos? Foi por aí que o filme falhou, naquilo em que a maioria dos biopics falha: a excessiva caricaturização dos personagens. É uma epidemia que até agora só não vi em “Control” ou “Walk The Line“, de resto está em todos, como uma praga. Aí destaco Cate Blanchett, onde muitos viram um grande trabalho, eu vi um autêntico desastre, um espalho ao comprido. Não posso mentir: é uma das interpretação mais ridiculas, pedantes e pretenciosas que já vi.

Eu conheço bem o documentário “Don’t Look Back” onde se baseia grande parte actuação de Blanchett, e apesar de ali estar um Dylan nervoso e explosivo, aquilo é de mais. Irritou-me ao extremo, mais por Blanchett achar que está ali a fazer um figurão, uma interpretação para a história. É insuportávelmente penoso. E fisicamente até está muitissimo parecida, não precisava daquilo. Podia ter sido histórico, mas foi mais BD que outra coisa.

O míudo Marcus Carl Franklin está muito bem, não se podendo pedir muito do personagem Woody Guthrie, Ben Whishaw e Christian Bale também caiem na caricatura, também custa. E Richard Gere então não custa nada, porque não existe sequer. Olha-se para os grandes planos de Gere, o Dylan recluso de “Basement Tapes” e o actor simplesmente não está lá. Dá a ideia que Gere não sabe bem o que está ali a fazer. O que é de mais em Blanchett é de menos em Gere. No melhor pano cai a nódoa daquela música excelente que até arrepia de tão boa que é.

Gente haverá que passará a gostar de Bob Dylan depois de ver o filme. Outros ouvi abandonarem a sala, nem sabiam o que foram ali fazer. E por fim há os tipos como eu, que conhecendo o autor aproveitaram o que prestava aqui e ali e depois foram para casa ouvir Dylan ou então sonharem com um filme que prestasse uma melhor homenagem ao autor.

Um aviso sério: quem não conhecer bem Bob Dylan vai ter uma imensa dificuldade em descodificar “I’m Not There”, só existe uma chave para aquilo: conhecer razoavelmente bem a obra até 1977. Não desistam por isso. Quanto mais não seja por haver aqui um bom ponto de partida para uma das melhores obras do Século XX, para isso esqueçam os trejeitos de Cate Blanchett.

Ozzy Osbourne Empolga Plateia em São Paulo

Ozzy Osbourne

Ozzy Osbourne

Ozzy Osbourne subiu ao palco do Anhembi pontualmente às 21h30 e, mesmo antes do primeiro acorde, conclamou: “quero ver vocês ficarem loucos esta noite”. Abriu os trabalhos com “Bark at the Moon”, do disco homônimo de 1983, e logo emendou com “Let Me Hear You Scream”, única do último disco “Scream” (2010), a figurar no repertório. Aos 62 anos, Ozzy tem uma certeza: os fãs que comparecem a seus shows querem saber dos clássicos – e dá boas doses deles em uma hora e meia de show.

“Vocês sentiram minha falta?”, pergunta ao microfone, logo antes do teclado marcar a chegada de “Mr. Crowley”. Ozzy vai usando esses truques em quase todos os intervalos entre as canções. Como era de se esperar, o público entra no jogo e vai aumentando os gritos gradativamente. É o típico show em que o mestre de cerimônias pode fazer quase qualquer coisa que o público vai gostar.

Ozzy usa esse poder para mascarar os pequenos defeitos do show. O cantor, com dificuldade em alcançar os agudos da juventude, altera o tom de algumas músicas, descaracterizando de leve clássicos como “Iron Man”. Como representante vivo dos anos 70, Ozzy se dá ao direito de manter um momento para um longo solo de bateria e um de guitarra em “Rat Sallad”, também do Sabbath, onde o guitarrista Gus G. aproveita para ganhar ainda mais a plateia com uma versão turbinada de “Brasileirinho”.

Talvez, o maior sentimento que se sinta no ambiente do show seja reverência. À frente de um séquito de devotos está um dos responsáveis por criar o heavy metal e trazer a obscuridade para o rock n’ roll. Todo moleque que já teve cabelo comprido em seus 14, 15 anos tem uma dívida com Ozzy, e, com isso, perdoa os deslizes de seu ídolo – afinal, ele já não tem a voz de um jovem.

Os grandes momentos da apresentação surgem com os clássicos do Sabbath. O bumbo que anuncia “Iron Man” é acompanhado por uma coreografia de punhos para cima, enquanto o coro da plateia junto ao riff de guitarra final de “War Pigs” mostra um dos momentos mais próximos que o rock pode chegar de um culto.

“Crazy Train” acaba a primeira parte do show com o público em ritmo tão frenético que o cantor nem sai do palco para voltar para o bis. Emenda uma versão envolvente de “Mama I’m Coming Home” e uma semi-capenga de “Paranoid”, que de alguma forma resume bem o show: aquele senhor no palco merece louvor, mas aos 62 anos mostra que já teve momentos melhores. Se a perfeição técnica já não é possível, fica o registro histórico.
(Critica de Tiago Agostini)

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