Casados ou Separados e Vivendo Sob o Mesmo Teto?

A realidade de muitos casais é a de viverem sob o mesmo teto, porém, longe de mais um do outro para dizerem que são casados.

Para muitos, é fácil falar abertamente com o outro cônjuge sobre uma possível separação. Porém, para outros, esse é um assunto que causa medo e pânico geral. Até mesmo quando há um histórico de infidelidade por parte daquele que busca o rompimento do casamento, ainda assim, a outra pessoa, caso ainda não tenha a cabeça preparada para esse momento, não consegue entender e nem ver a separação como uma solução para resolver o problema.

Em uma passagem Bíblica, Mateus (19:3), quando os fariseus, tentando a Jesus, e dizendo-lhe: “É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?”.

Veja o que Ele respondeu:

“Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.” Mateus (19:6).

Se fossem realmente uma só carne ou um só corpo, deveriam então compartilhar das mesmas coisas, sempre. Então seria um matrimônio legítimo, onde não haveria espaço para mácula, desentendimentos constantes, falta de companheirismo, compreensão e, onde todo e qualquer problema seria resolvido pelos dois. Mas isso já não se aplica a muitos casais, os quais vivem no chamado “pé de guerra”.

Ainda no mesmo Livro de Mateus, os fariseus continuam a falar-lhe dizendo:

“Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la?” Mateus (19:7).

Jesus respondeu o seguinte:

“Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim.” Mateus (19:8).

E ainda continuou:

“Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.” Mateus (19:9).

Naquele tempo, há 2000 anos, a partir do ponto de vista de Jesus e segundo Ele, de acordo com o propósito de Jeová Deus, o único motivo para ser aceito a separação, seria por uma possível fornicação ou adultério. Creio que dois mil anos depois, esse preceito não mais se aplica satisfatoriamente à população de hoje.

A felicidade, muitas vezes bate à sua porta e você a rejeita simplesmente por achar que está cometendo algo errado. Não é bem assim. Todos têm o direito de viver levando uma vida de felicidade e isso não tem obrigatoriamente que ser ao lado daquela pessoa que você um dia disse sim quando foi perguntado no momento do casamento ou quando você e outra pessoa resolveram dividir o mesmo teto ou mesmo, porque resultou em filhos a sua união conjugal.

Em muitos casos, a solução para acabar com todos os problemas de uma vez é a dissolução do casamento, pois, casamento é aquilo que se encaixa, ou seja, aquela peça que deu certo com a outra.

É preciso ter maturidade para entender que a melhor maneira de tentar ser feliz é abrindo mão da insistência com algo que já nem existe mais e deixar espaço para quem sabe, surgir um novo amor na vida de cada um e assim ganhar mais alguns anos de felicidade em nossa curta passagem pela vida.