Brasil, Campeão Mundial em Desperdício de alimentos

Na recente visita da presidente Dilma  Rousseff à China, mais uma vez comprovamos a importância do Brasil no cenário mundial. De fato, o Brasil é hoje um dos paises emergentes mais procurados por investidores, empresários e profissionais de todo o mundo, que   aqui se estabelecem  com o intuito de alavancar grandes negócios. Até porque, depois da crise econômica que  entre 2008 e 2009 abalou o mundo, e da qual o Brasil saiu fortalecido com um modelo de enfrentamento de crises que hoje é considerado exemplo por órgãos como o FMI, o nosso país atrai cada vez mais os olhares de potências econômicas.

Desperdício de alimentos no Brasil

Desperdício de alimentos no Brasil

O Brasil, entretanto, para se tornar o paradigma ideal de que tanto sonhamos, ainda tem que avançar, e muito, em algumas áreas nas quais as deficiências são mais notórias, como saúde, infraestrutura, segurança e educação. E por falar em educação, é preciso um investimento pesado em campanhas educativas  que visem estimular o consumo consciente  de alimentos por parte da população brasileira, uma vez que o pais – apesar de ser o 4º maior produtor mundial de alimentos  –  ainda é um dos campeões mundiais de desperdício de alimentos, o que equivale a mais de 70 mil toneladas de alimentos que vão parar no lixo, o suficiente para alimentar  com facilidade milhões de pessoas.

É claro que o setor produtivo também peca pela falta de um gerenciamento logístico mais adequado à nossa realidade, gerenciamento este que impediria, por exemplo, o desperdício de  milhares de toneladas de alimentos plantados nos campos e que não chegam ao consumidor final pela simples falta de conservação. Vê-se, portanto, que o problema é conjuntural. E este quadro seria muito pior se  não fossem hoje as iniciativas louváveis de pequenos, médios e grandes empresários da área de alimentação, bem como de agricultores, entidades voluntárias, ongs e afins,  que recolhem diariamente alimentos em bom estado que iriam parar no lixo, dando-os sempre a quem mais precisa.

Iniciativas como estas funcionam, é verdade, mas ainda é pouco. Cumpre, portanto, que a sociedade como um todo faça a sua parte, e que esteja determinada a mudar de uma vez por todas essa triste estatística,  fazendo do Brasil, não  mais um  dos campeões  mundiais de desperdício de alimentos, mas um país mais responsável e consciente da sua importância para o combate e erradicação da fome no mundo!