Aula de História

Hiroshima e a Primeira Bomba Atômica

A)    Título da aula: História Geral – Hiroshima. Explicar aos alunos o porquê aprender História, a razão de ser da disciplina.  Para atender aos anseios dos alunos do ensino fundamental é necessário que o professor de História busque novas maneiras de lidar com a disciplina e seu ensino.

B)     Série: Ensino Fundamental – 3 ª, 4ª, 5ª séries. Apresentar o ensino de História – como instrumento de luta e transformação social, levando os alunos a uma consciência crítica que supere o senso comum para que possam não somente ver os acontecimentos, mas enxergá-los de maneira mais crítica e reflexiva.

C)    Sobre o assunto Hiroshima, três aulas de cinquenta minutos, mais ou menos, depende de cada instituição de ensino. Os alunos de posse de um saber mais elaborado poderão ter condições de se organizar para a construção de uma sociedade melhor, menos excludente e realmente democrática.

D)    Objetivos: Levar os alunos a compreenderem:

1-     As circunstâncias militares e políticas em que a cidade japonesa foi bombardeada

2-     As conseqüências do uso de armas nucleares, sob o ponto de vista humano e moral;

3-     Estimular os alunos a reorganizar novas maneiras do tema proposto, fazendo com que complete o tema, construindo atividades sugeridas por eles.

E)     Habilidades: Questionar os alunos quanto a: Considerar os custos humanos provocados pela explosão atômica, bem como o que se evitou em virtude da bomba ter sido jogada.

F)     Conteúdo: Conceito: Propor um debate aos alunos: é possível justificar moralmente o uso da bomba?  E o Por quê?

1-     Com a compreensão aprofundar-se no conhecimento do assunto.

2-     Procedimento: Pedir a alguns dos alunos que se coloquem na posição dos americanos e se esforcem para compreender seu ponto de vista em relação à invasão do Japão e ao fim da guerra. Peça a outros que se coloquem na posição de observadores neutros, uma vez que, do ponto de vista japonês, nada pode justificar o acontecimento.

3-     Atitudes: Apresentar o filme “Hiroshima, Meu Amor”, propor que os alunos façam uma pesquisa sobre a cidade de Hiroshima na época da guerra, no período subseqüente e na atualidade. Vivemos na era das imagens. Centenas de canais exibem filmes, documentários, telejornais, e informações que penetram na mente dos alunos.  Essa quantidade imensa de audiovisuais auxilia na informação. O cinema pode ajudar e muito no ensino e nas discussões sobre o passado.

4-     Antes da pesquisa, sugerir a leitura sobre o assunto; no caso cito como exemplo o poema de Vinícius de Morais, fazer com que os alunos falem sobre o que entenderam da leitura do texto. Repetir a experiência após a pesquisa e confrontar o entendimento que eles tinham antes e depois de obterem mais informações sobre o tema do poema. Pesquisa baseada em literatura diversa e na observação sobre vários aspectos.

a-      Procurar fazer atividades juntamente com outras disciplinas, por exemplo, com o professor de língua portuguesa, propondo uma análise do texto pode ser desenvolvida, de modo a explicitar os recursos poéticos utilizados pelo autor parar expressar seu horror diante da violência nuclear.

b-      Apresentar textos, livros e o computador se possível. Quando possível ir a museus. Os museus se transformam em palco de discussões teóricas e ações práticas quanto ao reconhecimento. O professor pode utilizar os museus como recurso didático para que o aluno construa sua critica de forma independente. O museu permite concretizar mensagens e idéias.

1) definir os objetos da visita;

2) selecionar o museu mais apropriado;

3) ir à instituição com antecedência para se familiarizar com o espaço;

4) verificar se as atividades educativas do museu adéquam-se às propostas da aula.

5) preparar os alunos para a visita;

6) criar formas para dar continuidade à visita na sala de aula.

c-      Exemplo o texto: A rosa de Hiroshima de Vinícius de Morais:

Pensem nas crianças

Mudas telepáticas

Pensem nas meninas

Cegas inexatas

Pensem nas mulheres

Rotas alteradas

Pensem nas feridas

Como rosas cálidas

Mas oh não se esqueçam

Da rosa da rosa

Da rosa de Hiroshima

A rosa hereditária

A rosa radioativa

Estúpida e inválida

A rosa com cirrose

A anti-rosa atômica

Sem cor sem perfume

Sem rosa sem nada

G)    Formar grupos de discussão: caso os alunos tenham acesso ao computador em sala de aula ou em casa, eles podem manifestar sua opinião ou discutir o tema com internautas de todo o Brasil acessando salas de bate papo especifica e devidamente orientados e acompanhados.

I)        Após esse trabalho pedir que descrevam através de uma redação: exemplo a destruição da cidade de Hiroshima.

II)      Que leiam sobre: Segunda Guerra Mundial, Especial de Veja sobre o fim da Segunda Guerra Mundial, de como funcionam as bombas nucleares, Armas de destruição de massa – Biológicas químicas e nucleares. Teste seus conhecimentos sobre Hiroshima

J) Quanto à avaliação acredito que aprender não significa apenas absorver conhecimento, e reter na memória, mas promover uma abordagem construtivista, representada por maneiras de novos métodos de construção do conhecimento e na interação do processo (ensino) professor e (aprendizagem) aluno. A prova de História pode solicitar conhecimento nas informações básicas acerca dos aspectos apresentados de forma geral, criar avaliação para a capacidade de raciocínio crítico sobre o conteúdo da matéria, identificando os processos históricos essenciais, analisando seus desdobramentos, comparando-os com outros momentos da própria sociedade em questão ou de sociedades distintas. A fim de fornecer ao aluno um ponto de referência para a resolução das questões, que serão ministradas, avaliar o grupo, com textos, gráficos, mapas e ilustrações.

Conclusão: A escola já não é o único centro de aprendizagem e hoje os alunos têm acesso a múltiplos conteúdos educativos em plataformas de cinema, televisão e internet, além de livros e enciclopédias, que são tão presentes quanto à escola – e que ao professor caberá sempre guiar, intermediar e gerir esse conhecimento.

Bibliografia:

Enciclopédia Barsa,

www.pioxii-es.com.br

www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/educacao

www.ig.com.br/educacao