Aracaju – Um Sonho Sergipano

Aracaju-SE

Aracaju-SE

Cansado da correria de São Paulo e com uns dias de férias para aproveitar, convoquei a família (esposa e filho) para arrumar as malas para esta misteriosa cidade nordestina. Já havia comprado a parte da hospedagem num site de compra coletiva, então, algumas semanas antes, resolvi gastar algumas milhas para a parte aérea. As milhas só foram suficientes para a ida, as passagens de volta tive que comprar.

Animado com o que li nos sites alguns dias antes sobre a cidade, chegamos em Aracaju numa terça-feira à tarde. Um sol maravilhoso e aquela brisa gostosa do Nordeste nos recebeu já ao sairmos do avião.

Chegamos no hotel, guardamos as malas e fomos passear na Orla de Atalaia, considerada a orla mais bonita e bem-cuidada do Brasil. Sua fama realmente é justa, e naquela terça-feira, deserta como o Saara, parecia ainda mais bela. Nosso destino era o Oceanário do Projeto Tamar, um dos melhores zoológicos aquáticos do Brasil, com tartarugas, crustáceos, peixes diversos e até tubarões. Um passeio realmente sensacional.

No dia seguinte, fizemos um city tour com uma empresa de turismo receptivo. Conhecemos melhor a orla, as opções de lazer disponíveis neste calçadão enorme, já que há trinta anos mais ou menos, o mar recuou, aumentando a faixa de areia. Com isso fizeram quadras esportivas, pistas de kart, motocross, bares, restaurantes, e até mesmo lagos artificiais, enfeitando assim o calçadão da cidade, que realmente é um show à parte.

No dia seguinte, fomos à praia de Mangue Seco, localizada a 85 km de Aracaju, mas já no estado da Bahia. O passeio envolvia trechos de van, catamarã e “buggy”, com pouca emoção, devido a idade do meu filho (1 ano e dois meses).

Nesta charmosa praia, no final dos anos 80, a Globo gravou a novela Tieta, inclusive a sua famosa abertura, com Isadora Ribeiro se enrolando nos coqueiros ao som da música de Luiz Caldas.  Uma praia realmente belíssima, meu filho se esbaldou naquele mar limpíssimo e depois dormiu preguiçosamente na rede disponível no quiosque.

À noite, de volta à Aracaju, jantamos num restaurante chamado “República dos Camarões”, especializado neste crustáceo suculento. Comemos como reis e pagamos valores de plebeus, o que consideramos excelente.

No dia seguinte, fomos ao Parque da Cidade, um parque localizado no bairro Industrial, que possui um teleférico super gostoso e um mini-zoológico. O Parque é muito bem cuidado e de boas dimensões; papai e mamãe tiveram que carregar o bebê quando ele se cansou e com isso trabalhos os músculos dos membros superiores.

Mais um passeio na orla de Atalaia no fim da tarde, com pausa na lanchonete, na sorveteria, na feirinha de artesanato e no Centro Cultural de Arte e Cultura, onde conheci o Sr. Zé Antônio, escritor de cordel, linguagem literária representativa do Nordeste e infelizmente em extinção na nossa literatura.

No dia seguinte, dia da partida, terminou o sonho sergipano. E fomos embora apaixonados por Aracaju, com a certeza e a vontade no coração de um dia voltar a vê-la.

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