Aplicações Conservadoras – Veja Qual é a Melhor Para Você

O mercado financeiro gira conforme suas crises. A volatilidade atual é um ponto de interesse para muitos investidores. Mas para quem está começando eu não recomendo entrar no sobe-desce da bolsa de valores antes de entender como funciona nosso sistema financeiro. Falar em aplicações conservadores é um conforto para muitos, e um pesadelo para outros. Mas uma coisa é certa, é preciso ter uma base segura (se é que podemos dizer isso quando o tema é finanças) e ler muito, muito, mas muito mesmo! Entendeu?
É importante destacar que o prazo disponível para investimento também faz diferença. Se você tem 25 anos e pode manter sua aplicação até os 65 anos (40 anos de aplicações) é totalmente diferente de um pessoa que tem seus 45 anos e só então começa aplicar. Pensar a longo prazo é um fator positivo para quem quer ter uma velhice tranquila.
Agora vou falar um pouco sobre nosso primeiro degrau. Aplicações Conservadoras, um investimento para iniciantes, cautelosos, e para quem não tem ‘tempo’ para eventuais ‘perdas’ surpresas. Dentre ela ressaltamos:
Aplicações Conservadoras

Aplicações Conservadoras

Poupança

Essa é clássica, e todos conhecem. Você pode iniciar com uma quantia mínima e resgatar na hora que desejar. Sem taxas para Imposto de Renda. Baixos rendimentos e reajustes apenas mensais. Sugiro que comece por ela, e tente guardar sempre, sistematicamente, uma quantia total em torno de 5 a 8 salários seus. Por exemplo, se você ganha dois salários mínimos e consegue guardar em torno de R150,00/mês você terá a seguinte situação: Salário de R$1020,00 (sem os descontos), depósitos mensais na poupança de R$ 150,00, com uma média de ‘rendimento’ de 0,55% ao mês. Será preciso em torno de 30 a 34 meses para atingir uma quantia de R$ 5100,00 (que equivale a 5 salários). Parece uma eternidade, mas enquanto você continua aplicando, muitos estão reclamando que não tem dinheiro pra nada. Então não desanime! Para iniciar eu acredito ser um bom e seguro investimento. Depois, com mais conhecimento, você parte para aplicações mais rentáveis.

Colchão

Se você é daquelas pessoas que acredita que deixar seu ‘dindim’ debaixo do colchão é mais seguro, mude de ideia. Concordo que com a inflação atual não vemos tantas diferenças de preços nos produtos (como aconteceu na década de 80 onde a inflação chegou até mais de 80% num único mês). Não é seguro e nem inteligente! E se entrar alguém na sua casa e roubar suas economias? Outra coisa, dinheiro parado não rende nada!

CDB (Certificado de Depósito Bancário)

Com remuneração pré-fixada, ou seja, as taxas de juros são definidas no momento da aquisição. Normalmente rende mais que a poupança, mas há períodos onde seus rendimentos são equiparados. Pesquise e informe-se através de seu banco. Verifique também a taxa de administração, pois você pode achar que em determinado CDB a rentabilidade é superior, mas se descontarmos o valor pago ao administrador (banco), mais as taxas para o imposto de renda, já não fica tão atrativo assim.

CDI (Certificado de Depósito Interbancário)

Tem características semelhantes ao CDB, mas com negociação mais restrita ao mercado interbancário, transferindo recursos de uma instituição financeira (mais abonada) para outra (mais ‘necessitada’). Para nós, leigos aplicadores, não interfere muito saber essa diferença, mas sim como andam seus rendimentos, credibilidade, e taxas. Podem ser pré-fixados ou pós-ficados.

Ouro

Há quem prefira o bom e velho ‘ourito’. Mas o mesmo acompanha o mercado financeiro e em momentos de crise pode perder muito seu valor. Mais uma vez escrevo aqui, leia bem antes de aplicar. Recentemente alguns especialistas recomendam essa aplicação. Depois falarei mais especificamente sobre o assunto, mas como um investidor iniciante eu recomendo as aplicações anteriores (exceto colchão!).

Imóveis

Quem já aplicou em imóveis (e tem dinheiro para isso) sabe que a valorização pode ser um fator motivante para aplicação nesse setor. Não caia nos boatos dos outros. Investigue muito bem, se o imóvel é novo, se tem problemas que necessitam de reformas, se é ‘alugável’, a localização, a construtora, enfim, é um setor que pode te dar um retorno, mas também um prejuízo. Com isso, muitos acreditam não ser considerado um investimento conservador. O coloquei aqui, pois é algo concreto, caso tenha um imóvel Acredito ser um bom investimento na casa própria, por exemplo. Você já tem a sua? Então pense nisso e avalie a compra de seu futuro imóvel em todos os aspectos e não por que é ‘bonitinho’ ou por que seu amigo falou ser um bom negócio. Você é responsável por suas aplicações. Pesquise muito antes de comprar e veja que você pode precisar vendê-lo no futuro ou alugá-lo, e para isso tem que ser algo que te traga um bom retorno.

Há várias outras aplicações conservadoras. Verifique no seu banco quais estão disponíveis para você. Por exemplo, geralmente nos sites dos bancos há um link sobre investimentos e uma classificação por risco. Baixo risco, mais conservadora, e alto risco, mais arrojada (maiores lucros, porém maior risco de perdas também).