Amor E Superação: Como Lidar Com Pessoas Deficientes

 Lidar Com Pessoas Deficientes

Lidar Com Pessoas Deficientes

Sabemos que o homem já traz dentro de si uma inclinação natural para a vida em grupo. É por isso que precisamos manter abertas as linhas de comunicação com todos os nossos semelhantes – quer sejam deficientes ou não – interagindo com eles todos os dias, extraindo o que cada um tem de bom, apesar das diferenças culturais,  raciais, étnicas, entre outras.

Infelizmente muitas pessoas tendem a demonstrar uma atitude preconceituosa em relação aos deficientes físicos; já há outras que – com o receio de dizer alguma coisa “errada” a uma pessoa deficiente – até mesmo evitam qualquer tipo de comunicação com ela, como se estivessem diante de um ser de outro planeta. E esse receio se deve, em parte, ao pouco esclarecimento ( ou nenhum ) que as pessoas têm quanto a maneira correta de tratar uma pessoa com deficiência.

Então, como lidar com a  deficiência de alguém?

Aprender a lidar com a deficiência de alguém é muito fácil. Por isso vamos apresentar a seguir algumas orientações úteis que qualquer um pode seguir no seu relacionamento com as pessoas com deficiência.

1 – Trate a pessoa deficiente como alguém saudável. O fato de ela ter alguma limitação funcional não que dizer que seja doente. Não se esqueça: você está diante de uma pessoa que quer e pode ser feliz. Tudo o que ela deseja é um tratamento convencional adaptado às suas limitações.

2- Quando você desejar alguma informação, fale sempre diretamente com a pessoa deficiente, e não com o  seu acompanhante ou intérprete.

3 – Jamais, e em hipótese alguma, utilize termos depreciativos ou pejorativos como ” inválido”, “aleijado”, “retardado”, “ceguinho”, “incapaz”,  e etc. Ao se referir às pessoas portadoras de deficiência, o correto é chamá-las pelo nome. E quando você estiver diante de um jovem com deficiência mental, trate-o como jovem; não use expressões infantilizadas nem se refira a ele como uma criança.

4 – Respeite a sua liberdade. A pessoa com deficiência – assim como qualquer outra pessoa – tem direito a escolha e de tomar as suas próprias decisões.

5 –  Se parecer que o deficiente está em dificuldades,  ofereça-se para ajudar naquilo que for preciso. Mas espere ser aceito antes de ajudar. Não se preocupe: se a pessoa realmente precisar de ajuda, vai aceitar sua oferta e explicar exatamente o que você deve fazer para ser útil a ela.

6 – Preste atenção para eventuais barreiras arquitetônicas.  Quando você for escolher um restaurante, uma casa, um teatro, ou qualquer estabelecimento que queira visitar com uma pessoa portadora de deficiência, essa dica é muito importante. Todos os dias os deficientes encontram em seus deslocamentos espaciais uma série de barreiras arquitetônicas ( obstáculos ) que, infelizmente, se tornam impedimentos para a mobilidade e participação dos mesmos no seu vínculo social. Sabermos disso  evitará qualquer situação de constrangimento e humilhação.

7 – Quando conversar mais do que alguns minutos com uma pessoa que utiliza cadeira de rodas, lembre-se de sentar para que você e ela fiquem com os olhos no mesmo nível. Saiba que é desconfortável para uma pessoa  sentada ficar olhando para cima por muito tempo. E se você estiver empurrando uma pessoa em cadeira de rodas, se parar para conversar com algum conhecido, lembre-se  de virar a cadeira sempre de frente para que o cadeirante também possa participar da conversa.

8 – Evite segurar no braço da pessoa com deficiência visual,  mas espere até que ela segure no seu, caso você realmente deseje guiá-la.  Além do mais, é prudente avisá-la antecipadamente sobre a existência de degraus, buracos, pisos e outros obstáculos ao longo do percurso. E ao explicar direções, indique com clareza  o lado que vocês estão seguindo, e utilize as seguintes noções espaciais: “tantos metros à direita, à esquerda. Evite termos como “por aqui e por ali”.

Essas são apenas algumas das muitas dicas que, se forem postas em prática, com certeza  contribuirão para mantermos abertas as linhas de comunicação com as pessoas portadores de qualquer deficiência, quer sejam adultas, jovens ou crianças.