A Tecnologia da Informática e suas Aplicações I

1.1 INTRODUÇÃO

O trabalho apresentado trata do relato de uma pesquisa. Neste século, a humanidade convive com um valioso recurso: o computador. Este, hoje em dia, vem servindo a Educação com seus programas educativos, jogos, enciclopédias, entre outros softwares, que geram toda uma gama de utilidades informacionais. Tais condições levam a infinitas criações, originalmente abertas a todos. O texto refere-se ao ensino a ser fornecida pelas escolas a todos os indivíduos portadores de necessidades especiais. Diante desse compromisso, criar condições de aceitação e integração da criança especial na escola vem sendo objeto de estudos e de pesquisas interdisciplinares, e o computador tem sido identificado como uma poderosa ferramenta educacional para esse fim. Ele tem sido considerado por profissionais que atuam na Educação Especial como um instrumento de trabalho com o qual a criança resolve problemas, escreve, desenha, programa, desenvolve procedimentos, e executa comandos de ação.

1.3 TEMA

Os Recursos Computacionais e a Inclusão Escolar

1.4 JUSTIFICATIVA

[…] a integração escolar não é um processo rápido, automático, ou fácil. Ela representa, também, um desafio a ser enfrentado, no âmbito da escola regular. Vai requerer um ensino individualizado, de acordo com as capacidades de cada aluno – seja ele considerado portador de deficiência ou não. Vai requerer que a escola se prepare cada vez mais, para trabalhar com as diferenças, deixando de lado o seu caráter eminentemente seletivo. Ou seja, que se desenvolvam procedimentos metodológicos e de avaliação, de acordo com a capacidade e as necessidades dos alunos deficientes, dentro de um ambiente flexível, sem, no entanto, prejudicar o ritmo de aprendizagem dos demais alunos da classe. Hoje em dia, a utilização da informática como instrumento de aprendizagem e busca do conhecimento vem se ampliando rápida e progressivamente. Essa moderna tecnologia veio ampliar a comunicação e expressão humana, em nível qualitativo e quantitativo, modificando sua forma de receber, armazenar e transmitir a informação. A presença do computador significa para Papert (1994) o advento da era da aprendizagem. Abrem-se horizontes para o fortalecimento de muitas culturas de aprendizagem e para que se cultive o respeito entre elas e os diferentes modos de ser de cada aprendiz.

1.5 OBJETIVOS

A tecnologia vem beneficiando amplamente o cotidiano das pessoas com necessidades especiais, principalmente no que diz respeito à comunicação. Segundo o FENEIS, nos últimos anos, os avanços vão desde o surgimento do aparelho de telefone residencial específico para os surdos, como a utilização de aparelhos de fax, o uso de aparelhos celulares com o recurso de envio e recebimento de mensagem, até o uso da internet, através das ferramentas de comunicação como o e-mail, o chat (FENEIS, 2008). Mais recentemente, na educação de pessoas com necessidades auditivas, visuais, cognitivas e motoras destaca-se o uso dos ambientes virtuais de aprendizagem. A experiência de utilização desses meios para acompanhamento e formação de pessoas com necessidades especiais já é uma realidade em algumas instituições de ensino .

1.6 OBJETIVO GERAL : Às tecnologias da informação e comunicação

Na área da Educação Especial, observamos também o aparecimento de inúmeros materiais visando disponibilizar informações e recursos através da INTERNET e mobilizando a interação entre profissionais/país/professores que atuam na área, bem como dos portadores de deficiência entre si e com os demais.

1.7 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Das tecnologias da informação e comunicação, dentre o que tem sido oferecido/buscado, para os portadores de necessidades especiais.

1.8 HIPÓTESES

Focalizei neste trabalho, as possibilidades de criar novas alternativas para a Educação Especial, face às tecnologias da informação e comunicação, presentes no mundo atual, principalmente relacionadas às redes telemáticas. Iniciamos com a descrição do contexto em que nossa reflexão se insere no âmbito da Educação Especial. Apresentamos um breve referencial teórico que dá suporte a criação de ambientes telemáticos para produções cooperativas visando o desenvolvimento cognitivo e sócio-afetivo de portadores de necessidades educativas especiais. A título de exemplo relacionamos alguns “sites” na área da Educação Especial e trazemos uma experiência por nós realizada na perspectiva da “escola virtual” para portadores de deficiências. Nesse sentido de um lado, a experiência focaliza o intercâmbio/troca/cooperação com o outro, explorando o potencial que as redes telemáticas podem oferecer nessa perspectiva. Em outra dimensão focaliza o acesso/construção de conhecimento associado ao processo de apropriação desses recursos tecnológicos tendo sempre o aporte do aprender a se comunicar, aprender a aprender, aprender com o outro e aprender a ser.

1.9 METODOLOGIA

Fizeram parte do presente estudo onze voluntárias, sendo: cinco professoras de educação especial, quatro pedagogas especialistas em educação especial e duas fonoaudiólogas. Todas as voluntárias trabalham em escola de educação especial que atende pessoas com deficiência motora e deficiências múltiplas, secundárias às patologias neurológicas, em faixa etária de zero a trinta e cinco anos.

A coleta de dados foi realizada na sala de informática da escola de educação especial e teve duração de três dias.

Cada voluntária recebeu aleatoriamente um número de identificação de 1 a 11, analisou as propostas de layout de teclado e teve um tempo de 30min para responder a um questionário sobre o layout de teclado para comunicação alternativa. Todas as voluntárias preencheram individualmente o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Parecer n° 1408 de 25/11/2006, Comitê de Ética em Pesquisa da PUCPR).

Para o desenvolvimento de um layout de teclado para prancha de comunicação alternativa, partiu-se de estudos semelhantes feitos anteriormente com a Proposta de Layout de Teclado para Comunicação Alternativa (LIEGEL; NOHAMA, 2005). O layout inicial, representado na, apresentava teclas de comunicação alternativa, alfabéticas, letras acentuadas e teclas de funções. A distribuição dos grupos de teclas era baseada no padrão do teclado convencional; assim como o tamanho das teclas alfabéticas, letras acentuadas e numéricas. As teclas de comunicação alternativa estavam dispostas na parte superior do teclado e continham ícones no canto inferior esquerdo das teclas e legenda na parte superior da teclas.

O layout foi estudado e baseando-se no princípio de que a Tecnologia Assistiva possui características multidisciplinares, a metodologia de design foi aplicada para desenvolver uma proposta adequada para a interface do teclado.

Segundo a definição de Itiro Iida, “legível” é a forma das letras que corresponde ao “modelo interno”, que é aprendido na fase de alfabetização dos indivíduos, cuja leitura das letras é feita individualmente. O conceito de legibilidade considera que a uma distância de 45cm, os caracteres devem ser reconhecidos e lidos rapidamente e sem esforço, e que depende do espaçamento entre eles, das combinações entre caracteres e das margens envolvidas na diagramação do material gráfico (RICHAUDEAU; Mendibelzúa, 1979).

Baseando-se nesse conceito, adotou-se, para compor a primeira proposta de layout do teclado, apresentado, o uso de teclas básicas de 2,5cm x 2,5cm e de comunicação alternativa contendo ícones de 3,5cm x 3,5cm e teclas de funções de 5,0cm x 2,5cm ou de 5,0cm x 5,0cm. Os caracteres, utilizando fonte Arial, seguiram um padrão de: 3mm para compor as teclas com legendas; 8,5mm para compor as consoantes e 10mm para compor as vogais.

Algumas características presentes no layout inicial foram aproveitadas para compor o novo layout. O bloco das teclas especiais de comunicação foi disposto na parte superior do teclado, os ícones pertencentes à Linguagem Brasileira de Comunicação Pictográfica foram escolhidos a partir dos dados obtidos em pesquisa anterior (LIEGEL; NOHAMA, 2005). Para facilitar a visualização, digitação em termos de tempo de digitação e fadiga muscular (JORDAN; Hattori; Nohama, 2004), o uso das teclas acentuadas foi mantido; porém, foram separadas do bloco das teclas alfabéticas. As teclas numéricas foram dispostas em seqüência numérica na parte superior das teclas acentuadas e os tamanhos das teclas “RETROCEDER”, “ENTER” e “ESPAÇO” foram mantidos.

Como o layout será utilizado em um sistema informatizado de comunicação alternativa, o mesmo deve ser adaptado ao hardware do sistema. Para tanto, todas teclas possuem contornos para limitar os caracteres e ícones em um espaço suficiente para visualização, sobrando um espaço para o posicionamento de 1 receptor de infravermelho de 3mm, localizado no canto superior direito de cada e de 1 LED de sinalização de 3mm de acionamento de tecla, localizado no canto superior esquerdo de cada tecla.

Considerando-se os princípios da Tecnologia Assistiva e para que as modificações e os desafios funcionais fossem superados pela intervenção de outras soluções (SCHIRMER, 2004), uma nova distribuição e dimensionamento de teclas foram aplicados no projeto.

O tamanho e o posicionamento das teclas especiais de comunicação e das teclas alfabéticas foi mantido; porém, diminuíram-se as dimensões de algumas teclas de funções. Além disso, foram incluídas algumas teclas especiais, e as teclas “TAB”, “CapsLock” e “CTRL”. No lugar das teclas “Apagar”, “Início” e “Fim” foram inseridas as teclas de funções “Iniciar”, “Abrir”, “Fechar” e “Salvar”, e foi aplicada a cor cinza no contorno destas, além da cor verde no contorno do “ENTER” e da cor vermelha no contorno do “BACKSPACE”, conforme a segunda proposta de layout apresentada.

Para otimizar a sua distribuição e visualização das teclas no teclado, uma nova análise do layout foi realizada, o que levou a concepção de um layout novo, apresentado. Observa-se que as teclas “TAB”, “CAPS LOCK”, “CTRL”, receberam contorno cinza, a tecla “ENTER” foi ampliada e recebeu contorno azul. Notam-se modificações na disposição e conteúdo das teclas, pois as teclas “INICIAR”, “ABRIR”, “FECHAR” e “SALVAR” foram substituídas pelas teclas “INS’, `DEL”, “CLICAR” e “CLICAR 2X”, com o intuito de permitir o uso do mouse acionado diretamente no teclado. Esse layout teste do teclado foi apresentado às voluntárias.

O layout teste era composto por 96 teclas divididas em 5 grupos de teclas: alfabéticas, numéricas, de funções, letras acentuadas e especiais de comunicação. Após o grupo de teclas especiais de comunicação, estava disposto o grupo das teclas acentuadas em conjunto com grupo das teclas numéricas, formando apenas um bloco. Para finalizar, o último bloco continha os grupos de teclas alfabéticas e de funções.

Por se tratar de um layout para prancha de comunicação, a seqüência numérica e alfabética das teclas foi adaptada a partir da pesquisa da terapeuta Myriam Pelosi (PELOSI, 2005). Entretanto, a disposição da seqüência alfabética pode ser alterada para a seqüência ABNT presente no teclado convencional, para usuários que já possuem experiência de utilização de tal seqüência.

Uma explicação geral a respeito da pesquisa foi apresentada às voluntárias. Essa explicação, para não interferir na opinião individual de cada voluntária, limitou-se à apresentação do nome dos grupos de teclas: alfabéticas, numéricas, de funções, letras acentuadas e especiais de comunicação; além de uma sucinta explicação sobre o conteúdo desses grupos.

O questionário, apresentado às voluntárias, era composto por 23 perguntas. Destas, 21 receberam individualmente uma nota com valor variável de 0 a 10 e referiam-se à facilidade de localização e visualização das teclas e dos grupos de teclas, cores e tamanhos e cores apropriados, caracteres e ícones e facilidade de compreensão do layout. Essas 21 perguntas, encontram-se no.

Nas 2 últimas questões, solicitou-se das voluntárias sugestões de frases ou palavras do cotidiano de portadores de paralisia cerebral com capacidade cognitiva preservada e possíveis modificações no layout do teclado.

2 – SUMÁRIO SUGERIDO

1 – CONCEITO DO TRABALHO REALIZADO COM PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAL

2 – FUNÇÃO DO TRABALHO COM OS DEFICIENTES

3 – PROCEDIMENTOS E VARIÁVEIS DO ESPERIMENTO COM VÁRIOS TIPOS DE DEFICIÊNCIA.

4 – VANTAGENS DA REALIZAÇÃO DO TRABALHO

3 – CONCLUSÃO

O layout de teclado para comunicação alternativa dedicado à prancha de comunicação alternativa possui características de um teclado convencional aliadas às características de teclados de computadores alternativa num mesmo dispositivo. Entretanto, prevendo as possíveis limitações e/ou visuais de seus usuários, a ferramenta apresentada possui teclas, caracteres e símbolos ampliados em relação ao teclado convencional. As teclas especiais de comunicação possuem símbolos pictográficos da Linguagem Visual Brasileira de Comunicação, desenvolvida pela equipe de pesquisa do Dr. Nohama e distribuída gratuitamente com o software Prancha livre de Comunicação (www.ler.pucpr.br/amplisoft). Além dessas características, os tamanhos e cores das teclas, caracteres e símbolos foram escolhidos com o objetivo de facilitar a visualização e digitação de teclas por portadores de paralisia cerebral com capacidade cognitiva preservada.

O layout apresentou uma aceitação de 89,52% por parte das voluntárias que fizeram parte da pesquisa. Portanto, será utilizado para compor um sistema informatizado de comunicação alternativa que se encontra em fase de testes. O acionamento do sistema informatizado ocorre de forma mecânica e pelo movimento da cabeça via sinal infravermelho. Esse sistema contendo o layout será testado com os alunos da escola de educação especial onde a pesquisa do layout foi realizada.

Por fim, o layout de teclado descrito neste artigo e proposto como uma interface de comunicação alternativa voltada aos portadores de paralisia cerebral com capacidade cognitiva preservada e coordenação motora para acionar teclas (manualmente ou pelo movimento da cabeça), poderá auxiliar no processo de inclusão digital, social, educacional e inclusive profissional de seus usuários, bem como para outros tipos de deficiência.

4- CALENDÁRIO OU CRONOGRAMA

1a Quinz 2a Quinz 1a Quinz 2a Quinz 1a Quinz 2a Quinz
Levantamento dos autores X X
Escolha das bibliografias X X
Leitura X
Definição do tema X
Problema X X
Produção do texto X X
Entrega projeto X
Produção da monografia X
Revisão X X
Entrega monografia X

5 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS OU BIBLIOGRAFIA

 

Especialista em Tecnologias da Informação e Mestranda em Educação – Universidade do Oeste Paulista – Unoeste. I Encontro Paranaense de Psicopedagogia – ABPppr – nov./2003 ANEXO 1: SITES DE EDUCAÇÃO ESPECIAL : De âmbito mais geral: http://www.kyberna.lol.li/behinderte/who_br.htm (site para interação entre portadores de deficiência )   http://www.disabilitynet.co.uk/ (apresenta informações variadas sobre deficiências e recursos, com possibilidades de interação – Penpal)  http://www.ucaqld.com.au/disability/ (lista de links para acesso a informações sobre deficiências)  http://www.public.iastate.edu/~sbilling/ada.html (lista de links relacionados a varias deficiências)  http://www.mts.net/~jgreenco/special.html (programas de demostração sobre estimulação com vários links para educação especial)  http://www.pntic.see.mec.es/csoftwar/tabla2.html (catálogo de software educacionais. com índice por nível educativo)  http://trfn.clpgh.org/orgs/tccp/ (centro de jogos para crianças de modo geral e informações com links sobre deficiências)  http://www.telefonica.es/novedades/discapa/direccion.html (centro Nacional da Espanha sobre diferentes deficiências)  http://ksc.geo.ukans.edu/seik.html (informações sobre deficiências e Educação Especial com varios links)  http://www.sped.ukans.edu/~dlance/ (centro que oferece software, publicações, links para outros sites sobre pessoas com deficiências)  http://www.naric.com/naric/ (National Rehabilitation Information Center -NARIC- informações variadas de recursos) 135 “Escola Virtual” Para a educação especial. Down: http://downsyndrome.com/ (site de informações sobre sindrome de Down)

http://www.nas.com/downsyn/ ( site com informações e links sobre sindrome de Down)

DM mais severa:

Análise do Moodle como Tecnologia de Apoio a Estudantes Portadores de Deficiência Auditiva DEMO, Pedro. Aula meu xodó. UNB, 2008. Disponível em: http://pedrodemo.blog.uol.com.br/. Acesso em: 20 maio 2008.

FENEIS. Federação Nacional de Educação e integração dos Surdos. In: http://www.feneis.com.br/page/tecnologia.asp. Acesso 10/08/2008.

GARCIA, Alessandro Fabrício; PERIOTTO, Álvaro José; MARCATO, Simone Aparecida, COLANZI; Thelma Elita; PEREIRA, Jucélia Geni. Uma Metodologia para a Introdução da Linguagem Logo na Educação do Portador de Deficiência Auditiva. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, Brasília, v.77, n.i87, p.546-564, set./dez. 1996.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível: http://www.ibge.com.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=438&id_pagina=1. Acesso 10/08/2008.

MOODLE. Características do Moodle. Disponível em: http://www.moodle.org. Acesso em 28 jun. 2008. PELLANDA, Nize Maria Campos; SCHLÜNZEN, Elisa Tomoe M.; SCHLÜNZEN Jr., Klaus (orgs.). Inclusão digital: tecendo redes afetivas/cognitivas. Rio de Janeiro: DP&A editora, 2005. UFBA. http://www.moodle.ufba.br/. Acesso 10/

FOZ Flavia Benevides, Piccarone M. L., C. D., Schapiro B.Cecília – A Tecnologia informáica na Fonoaudiologia – cap III e cap. IV.

LACERDA B.F. Cristina de – Panhoca I. – Tempo de Fonoaudiologia –  Cabral Editora Universitária – cap. – VIII