A Ressocialização Do Preso. É Possivel?

Por que será que aqui no Brasil o sistema penitenciário, além de não cumprir o seu papel ressocializante, ainda é capaz de transformar detentos de menor periculosidade em profissionais do crime?  Com efeito, é inadmissível ( e isso fere a dignidade humana ) a situação dos detentos que se veem obrigados a se amontoar em celas superlotadas onde já não cabe mais ninguém.

Ressocializar o ex-presidiário

Ressocializar o ex-presidiário

Sabemos que em muitos paises há inúmeras instituições penitenciárias que conseguem recuperar e ressocializar o detento, tratando-o com dignidade e respeito. Nesses paises o apenado em geral não leva uma vida ociosa: em troca de uma redução da pena, ele trabalha e aprende uma nova profissão, cuja formação sempre abre espaço para um trabalho vinculado a uma empresa, assim que ele é posto em liberdade – facilitando a sua reintegração à sociedade. Ademais, cada instituição penitenciária possui funcionários capacitados e treinados que priorizam a valoração humana do condenado. E essa valoração começa pela própria unidade, onde o número de presos por cela jamais extrapola os seus limites.

Outro problema sério que contribui para o aumento da população carcerária aqui no Brasil, é que as penas aplicadas aos condenados muitas vezes são equivocadas. Há casos em que a melhor alternativa não é a prisão do apenado, mas sim a adoção de uma pena alternativa para o mesmo; e podemos citar como exemplos de penas alternativas a prestação de serviços às comunidades, a restrição de direitos, a doação de cestas básicas, enfim…

Portanto, a pena privativa de liberdade não deve ser aplicada em todos os casos, e nem todo apenado precisa ser retirado do seu meio social, como já é realidade em muitos paises. Como visto, são medidas eficazes, justas e humanas que funcionam lá fora, e queira Deus que aqui, algum dia, elas também saiam do papel.