A Lei da Pureza da Cerveja

Lei da Pureza da Cerveja

Lei da Pureza da Cerveja

A Lei da Pureza da Cerveja – Reinheitsgebot – foi criada depois que Guilherme IV, duque da Baviera (região alemã onde está Munique), teve uma ressaca oriunda de uma cerveja que continha ingredientes impróprios para o consumo. No dia 23 de abril de 1519 Guilherme IV assinou a lei Reinheitsgebot, conhecida como Lei da Pureza da Cerveja que determinava que a bebida local só poderia ser produzida com água pura, lúpulo e malte. O fermento foi incluído posteriormente, pois na época da assinatura da lei ele ainda não era um ingrediente conhecido.

Cervejas Especiais brasileiras também seguem Lei da Pureza

A radicalização por parte do duque se deu pelo fato de que os cervejeitos da região, na tentativa de inovar as receitas das cervejas artesanais, utilizavam ingredientes excêntricos, para não dizer bizarros, como o cal e até mesmo foligem, os quais provavelmente foram os causadores da ressaca de Guilherme IV.

Até hoje algumas cervejarias que produzem cervejas especiais seguem à risca a Reinheitsgebot, principalmente as belgas e alemães. No Brasil também encontramos produtores artesanais que se preocupam com a pureza da bebida e também seguem a Lei.

Íntegra traduzida da Reinheitsgebot ou Lei da Pureza da Cerveja:

“Como a cerveja deve ser elaborada e vendida neste país, no verão e no inverno: Decretamos, firmamos e estabelecemos, baseados no Conselho Regional, que daqui em diante, no principado da Baviera, tanto nos campos como nas cidades e feiras, de São Miguel até São Jorge, uma caneca de 1 litro (1) ou uma cabeça (2) de cerveja sejam vendidos por não mais que 1 Pfennig da moeda de Munique, e de São Jorge até São Miguel a caneca de 1 litro por não mais que 2 Pfennig da mesma moeda, e a cabeça por não mais que 3 Heller (3), sob as penas da lei. Se alguém fabricar ou tiver cerveja diferente da Märzen, não pode de forma alguma vende-la por preço superior a 1 Pfennig por caneca de 1 litro. Em especial, desejamos que daqui em diante, em todas as nossas cidades, nas feiras, no campo, nenhuma cerveja contenha outra coisa além de cevada, lúpulo e água. Quem, conhecendo esta ordem, a transgredir e não respeitar, terá seu barril de cerveja confiscado pela autoridade judicial competente, por castigo e sem apelo, tantas vezes quantas acontecer. No entanto, se um taberneiro comprar de um fabricante um, dois ou três baldes (4) de cerveja para servir ao povo comum, a ele somente, e a mais ninguém, será permitido e não proibido vender e servir a caneca de 1 litro ou a cabeça de cerveja por 1 Heller a mais que o estabelecido anteriormente.”