A Lata do Lixo – Um Destino

Chega a impressionar as maneiras cruéis pelas quais a humanidade tem vulgarizado a vida, e isto em todos os sentidos. O que vale a vida humana hoje em dia? Se você está confortavelmente sentado, depois de um longo dia de trabalho, em um café, conversando com amigos sobre amenidades para relaxar, e se vê repentinamente sob a ameaça de revólveres e pistolas apontados para a sua cabeça e de seus amigos, ouvindo uma voz desesperada gritando “perdeu, cara! Os celulares, e as carteiras, depressa senão leva bala!”, a que você se compara? Você não se sente um nada, sem defesa, incapaz e em um estado de angústia devastador? Foi assim que eu me senti, quando quase, eu disse quase, fui vítima de um assalto à mão armada.

Em muitos casos, uma bala é disparada simplesmente porque o meliante queria “sair bem na fotografia” com os seus parceiros, e lá se foi uma vida para o buraco. Este é apenas um, dentre tantos outros segmentos da sociedade contemporânea, onde o dom da vida é desprezado e não tem nenhum valor. Mas, em minha opinião, não tem nenhum outro que se compare com aquele onde a vida é exterminada praticamente na fonte, no nascedouro, tão logo ela seja concebida de uma maneira tão maravilhosa.

Que tipo de sociedade humana pode-se esperar emergir de um sistema que aprova e legaliza abortos por qualquer motivo e em qualquer fase de desenvolvimento do feto? Agora, olhando para o mundo, na China se acha bebê, recém-nascido mesmo e ainda com o cordão umbilical jogado na rua, no chão! E as pessoas passam por ele e não dão a mínima, como se fosse o pequeno um animal qualquer! Em universidades famosas e respeitadas, se fazem experiências com bebês de vinte semanas, mais ou menos de cinco meses, os quais são abortados por cesariana. Eles são mantidos vivos até serem decapitados (quem fez as investigações destes fatos preferiu tratar o assunto como “as cabeças foram separadas cirurgicamente do restante dos órgãos”), os tecidos do cérebro foram mantidos vivos por cerca de meia hora, enquanto os abutres verificavam a sua capacidade de processamento químico.

Durante estas sessões de tortura, piores do que em qualquer filme de terror que há por aí, os bebês são mortos e têm seus órgãos retirados para mais sei lá o quê. É uma barbárie! Nestas experiências, por não serem anestesiados, os pobrezinhos esperneiam e choram em grande agonia, até que cessam as suas atividades e em seguida são atirados na lata do lixo. É isto mesmo, literalmente, na lata do lixo. Eu pude observar uma foto tirada em uma clínica clandestina, onde estava exposta uma dura realidade desta vida horrorosa que o mundo de hoje está vivendo. Ali se contava, pelo menos, quatro crianças jogadas na lixeira. A poucos dias atrás, em São Paulo, uma mulher foi flagrada jogando seu bebê recém nascido em uma caçamba de lixo. Ela chega calma e tranqüila, observa o ambiente e, não vendo ninguém a sua volta, deposita a criança envolta em um saco plástico dentro da caçamba e vai embora, sem olhar para trás.

Suspeita-se que ela tenha sigo a algoz de mais seis pequenas vítimas de sua insanidade. Ela não é insana. E este é apenas mais um caso, dentre tantos outros de igual demonstração de falta de amor, afeto, e respeito pela vida. Este mundo está lotado disso, parecendo uma gigantesca lata de lixo.