A Infância e as Histórias em Quadrinhos

A Infância e as Histórias em Quadrinhos

No século XXI surge uma nova geração que tem contato com a web desde o ventre de suas mães, criando mais afinidade com o mouse do que com o lápis. Diante desse cenário e vislumbrando tornar os relacionamentos dinâmicos e reais, a internet desenvolveu algumas características próprias para esse meio de comunicação.

Uma das particularidades da internet é a instantaneidade, que fez surgir uma nova linguagem: o internetês, que permite uma comunicação rápida e de forma eficaz. A linguagem da internet almeja encurtar vocábulos e representar sentimentos e expressões corporais, porém nenhuma dessas abreviações encontram-se descritas na lista de termos oficiais da língua portuguesa culta.

O caso tem trago ser desconforto aos educadores. Porém, estudos têm mostrado que o internetês é muito semelhante à linguagem falada e que é dispensável qualquer preocupação excessiva. O novo código, também, preocupa os pais que não querem as redações das crianças influenciadas por essas abreviações. Por isso, fica um alerta para que pais, profissionais da educação e mídia incentivem a leitura, para que haja interação com a língua escrita e leitura de acordo com a norma culta da língua portuguesa.

Inadmissível é não ensinar a norma culta para o contexto necessário ao seu uso. Revistas em quadrinhos como a do Chico Bento, personagem que falava e fala como pessoa da roça, faz parte de um universo cultural que não afetou a infância de ninguém. Ajudou, sim, a entender o multiculturalismo, ou seja, as diferenças culturais que têm que ser entendidas em sua própria instância.

História em Quadrinhos

Criada para cativar os “pequeninos”, a literatura infantil, é representada por vários estilos dentre eles as histórias em quadrinhos, pois proporciona uma leitura prática, já que sua escrita é coloquial. Essas especificidades da literatura surgem em meados do século XVII, decorrente da promoção da classe burguesa, do novo “status” concedido à infância na sociedade e da reorganização da escola.

No Brasil, desde o século XIX é utilizado a sátira para retratar algum assunto do cotidiano. Mas somente no século seguinte que com influência dos norte americanos, japoneses e europeus, que as tiras populares ganharam espaço próprio dentre de revistas especializadas nesse conteúdo, as revistas em quadrinhos.

Presentear uma criança é algo muito agradável, pois os mesmos são sinceros e se agradam com facilidade, porém dar ao público infantil um livro vai muito além da diversão de um brinquedo comum. Mesmo que a tecnologia ofereça uma gama de opções de produtos com notebook, ipad, ipod, pendrive, mp3 e máquinas fotográficas, por exemplo. Pois a leitura incentiva a capacidade de criação, compreensão e imaginação, torna o cérebro mais ágil e desenvolve a organização na escrita e fala.

Pensando em incentivar e homenagear os quadrinhistas, a ACB- SP (Associação de Quadrinhistas e Cartunistas do Estado de São Paulo, instituiu em 1984 o dia 30 de janeiro como o Dia Nacional da História em Quadrinhos.