A história do asfalto

O asfalto está presente na maioria das cidades brasileiras e é visto como uma questão de modernidade, mas você sabe quando ele começou a ser usado? Ele é velho e existem relatos que o mesmo já era aplicado na Babilônia entre 625 e 604 A.C, quando surgiram as primeiras vias pavimentadas. O asfalto passou por grandes mudanças até os aplicados atualmente, mas sempre com o mesmo objetivo: o de pavimentar o solo, tornando rente, duradouro e com capacidade para suportar diferentes tipos de pesos e transeuntes.

Pouco tempo depois, os romanos utilizavam largamente o asfalto e construíram diferentes e impressionantes sistemas de estradas onde hoje é a Grã-Bretanha. As obras do asfalto ocorreram durante os quatro primeiros séculos da nossa era. Até hoje são consideradas grandes feitos da construção e modelo para serem seguidas por estradas de todo o mundo. Foi Sir Walter Raleigh quem descobriu o piche na Ilha de Trindade. A descoberta ocorreu em 1498 e se tornou a primeira fonte de asfalto disponível na América.

Evolução

asfalto

Isso mesmo, os primeiros asfaltos eram feitos de pinche, como ligante betuminoso. A substância era aplicada no solo, em seguida vinha uma camada de pedras, que iriam fazer parte do agregado, que daria resistência as estradas. Naquela época, como não havia os rolos compressores, os agregados eram colados ao pinche com outros equipamentos rústicos, mas que davam conta do recado.

A partir do início do século XX, o asfalto passou a ser feito com o emprego de derivados de petróleo, que tinha vida útil maior e era mais abundante. Em 1909 foi construída a primeira estrada sem o pinche e o resultado foi satisfatório. A partir daí, somente este era o ligante betuminoso usado para o asfalto, devido sua pureza e viabilidade econômica. Atualmente é o principal meio de produção dos asfaltos, que receberão uma gama de aditivos.

Devido as suas características, o ligante betuminoso nem sempre é o ideal, pois as condições do lugar não ajudam, como o calor intenso pode fazer com que o asfalto não fique seguro. Nesses casos, o ideal é utilizar uma camada de concreto betuminoso e só depois a camada do ligante. Há muito estudo girando em torno do asfalto, tanto é que já são adicionados polímeros para dar maior sustentação e ajudar na junção entre agregados. Esses polímeros podem vir de pneus triturados, ajudando a manter o ambiente longe desse material, que seria descartado e ainda prejudica o ecossistema.

Principais tipos de asfalto

Entre os vários tipos de asfalto, destacam – se o Cimentos Asfálticos de Petróleo (CAP), Asfaltos Diluídos de Petróleo (ADP) e Emulsões Asfálticas Iônicas, não-iônicas e catiônicas. Eles são usados tanto na pavimentações de estradas, quanto na em impermeabilizações, sendo que o uso das emulsões asfálticas tem aumentado devido as suas qualidades. Elas apresentam muitas vantagens em relação aos demais, pois é basicamente gotículas de asfalto dispersas na água através de um emulsificador, que apresentam moléculas polares e apolares. O que ajuda a manter a água afastada, não prejudicando a pavimentação. Além destes, é importante falar do Bioasfalto, um asfalto alternativo feito com recursos renováveis, como arroz, batata, milho, goma natural látex e outros. São aplicados devido ao alto preço do petróleo e a diminuição dos danos causados ao meio ambiente.