A Forma das Letras – Parte I

É praticamente impossível não notar. Tanto em ambientes internos quanto externos, os letreiros chamam a atenção e passam a primeira impressão do estabelecimento para os clientes que comprar canecas personalizadas. O uso desse artifício dá uma sensação de mais profissionalismo por parte da empresa, porém o efeito pode ser exatamente o oposto caso haja descuido (ou descaso) na confecção e instalação do letreiro.

A importância em fazer a escolha mais adequada é evidente, mas não é uma tarefa fácil. Recomendo que visite empresas atuantes no segmento de comunicação visual e absorva o maior número de informações que conseguir, pois existem diferentes tipos de letras, tipologias, materiais e iluminações que devem ser analisados minuciosamente na hora de elaborar um projeto e alcançar o efeito desejado.

Tipos

Letras-caixa ou letras-bloco. Não se assuste ao ouvir alguém dizer algo sobre um tipo de letra, mas que na verdade pretendia dizer sobre outro. Essas duas nomenclaturas enlouquecem os profissionais por conta da falta de clareza na diferença entre ambas.

Valdeci Alencar, diretor da Arte Nobre Letras, sintetiza as principais divergências entre os tipos. “Letra-caixa é com a face aberta e o fundo fechado, enquanto a  letra-bloco apresenta a face fechada e a parte aberta voltada para a parede”, explana.

A medida encontrada para solucionar a confusão foi a unificação dos termos pela maioria das empresas de comunicação visual. Hoje, popularizou-se o nome de letra-caixa.

“Não existe o certo e o errado. É uma questão de conceito. Acredito ser mais interessante levar em consideração que a letra-bloco é um bloco compacto mesmo, enquanto que a letra-caixa é oca por dentro”, opina Cleiton Correia de Mello, gerente de projetos da Neo Brasil, empresa que atua no mercado de comunicação visual.

Materiais e modo de confecção

Os letreiros são confeccionados com a letra cortada (moldada com uma chapa na lateral) para criar o relevo da peça. A proporção de relevo depende do tamanho da letra. Depois de modelado, o estanhamento é feito (aplicação de solda estanho) e, no caso de chapa galvanizada, passa-se tinta automotiva.

Mello conta que há uma técnica para determinar a profundidade da letra. “Se você tem uma letra de 10 cm de altura, recomenda-se 1 cm de profundidade. Isso depende mais da estética, porém essa proporção de 10% é interessante”.

O corte das letras pode ser realizado de forma mais artesanal com o uso de serra de fita, tico-tico e guilhotina ou então eletrônica utilizando-se de máquinas a laser, routers e máquinas de jato d´água.
A escolha do equipamento depende da matéria-prima a ser trabalhada e o tipo de acabamento desejado. A técnica laser garante polimento quando o substrato é o acrílico e a router é muito utilizada para efetuar cortes em MDF e metais. Com a máquina de jato d´água é possível cortar de isopor a chapas de aço.

Segundo Alencar, os materiais mais utilizados na confecção de um letreiro são: aço inox (escovado ou polido), latão polido ou escovado com verniz, chapa galvanizada pintada em qualquer tonalidade, acrílico, MDF, PVC expandido, aço carbono, alumínio e chapa perfurada. “Varia muito do gosto de cada cliente e de cada caso. Geralmente no litoral usa-se muito o aço inox por causa da maresia”, exemplifica o diretor.

Iluminação

Sai o néon e entra o LED. O néon é uma solução tradicional, mais barata, mas que está fortemente sendo substituído por LEDs na aplicação em letreiros. A nova tecnologia apresenta menor consumo de energia, maior durabilidade, facilidade de manuseio e necessidade de pouca manutenção.

Outra opção de iluminação, os tubos de lâmpada fluorescente são mais indicados para letras grandes em que haja espaço suficiente para comportar o tubo. Esse modelo é considerado uma solução interessante e econômica.

Depois de decidir a tecnologia que será usada, falta escolher qual tipo de iluminação é o mais adequado para determinado trabalho. Existem três tipos de iluminação: direta, indireta ou retroiluminada.

No primeiro caso, a fonte de luz é inserida na caixa, esta que pode receber acrílico na face. Na iluminação indireta, a luz pode ser colocada dentro da letra (aberta) ou atrás dela (fechada) sendo que o efeito é refletido na parede. “Há ainda a retroiluminação em que você vaza as letras e coloca o acrílico por trás. É um método muito utilizado por bancos para destacar o nome da empresa”, explica Mello, da Neo Brasil.