A Crise do Euro e o Desenvolvimento Sustentável

Crise do Euro e o Desenvolvimento Sustentável

Crise do Euro e o Desenvolvimento Sustentável

Há alguns meses o mundo vem enfrentando ameaças ímpares na economia mundial devido a crise enfrentada pelos países europeus. Neste contexto estranho, jamais imaginado para a Europa, a crise vem sendo puxada pela Grécia e pela Espanha, ameaçando outras superpotências como Japão e Estados Unidos.

Já em uma via alternativa, aparece os países emergentes do globo, entre eles o Brasil, buscando sair do estado atrasado em que se encontram neste último século.

Toda esta problemática possui um fundo filosófico bem definido que infelizmente é real obstáculo para o desenvolvimento humano e mundial.

O ser humano tem medo da mudança. Esse medo transforma-se em pavor a medida que afeta seus instintos básicos de preservação, fazendo com que o próprio ser humano imponha a si mesmo seu maior paradoxo, pois sua essência é mudar. Desde que nascemos, ou melhor, desde nossa concepção, assumimos uma natureza dinâmica, atrelada a mudanças constantes, tanto em aspectos físicos como em aspectos psicológicos. Não existe forma de estagnarmos. Não existe forma de assumirmos um sistema constante e invariável em nossa forma de vida. A mudança é natural e necessária, inevitável e inegável. Por que insistimos na manutenção dos velhos padrões, especialmente econômicos?

Chegamos ao ponto onde o crescimento econômico não pode mais ser tratado como apenas o aumento do PIB (Produto Interno Bruto) dos países. Por dados oficiais das Nações Unidas, sabemos que apenas 20% da população mundial detêm 80% da riqueza e dos bens de produção e 80% em média vive abaixo de um limiar aceitável. Sabemos também que já estamos “utilizando um planeta e meio” e até 2040, precisaremos de três Terras para podermos sobreviver. E apesar destes dados alarmantes, a preocupação dos países ainda é manter o “crescimento econômico” baseado no aumento de produção e comércio. Um sistema falido que não dá mais conta do recado.

O crescimento econômico deve ser acompanhado de desenvolvimento humano e social. Milhões em investimentos focados na produção poderiam ser desviados para a melhoria de qualidade de vida e orientação educacional das pessoas que estão abaixo da linha trivial de uma qualidade de vida básica.

A sustentabilidade, acompanhada a uma correta capacidade cognitiva e autonomia pode levar um ser humano a tomar decisões corretas, baseadas em valores diferenciados. Escolher o que consome, partir para uma economia consciente, valorizar o ser humano em seu aspecto mais essencial.

 Precisamos de um novo modelo social urgentemente.