5 Dicas para Melhorar o Relacionamento Cliente e Fornecedor e Vice-versa

Algum tempo atrás um dos meus clientes precisou que eu elaborasse uma palestra com o intuito de melhorar a relação entre cliente e fornecedor. A palestra ocorreu na sede uma empresa em São Paulo e reuniu o cliente em questão e seus principais fornecedores. Foi realmente um sucesso e a maioria dos problemas de relacionamento foram resolvidos ali mesmo. A grande questão é que palestra não faz milagre, e para manter o bom relacionamento são necessários esforços de ambas as partes. Isso vale para qualquer relacionamento, uma amizade, um namoro ou uma relação comercial. Mas porque um Mágico saberia sobre relacionamento e comunicação interpessoal?

No meu caso em função da especialização em um técnica chamada leitura-fria. Leitura fria é um conjunto de técnicas que buscam avaliar, de forma aprofundada ou superficial, uma pessoa ou um ambiente físico; principal ferramenta ao auxílio de diversas profissões ligadas às características comportamentais e psicológicas do ser humano. Demonstrei como algumas pessoas utilizam essas técnicas na série Operação Bola de Cristal que escrevi para a TV Globo, depois dela acabei ficando conhecido como o Mágico do Fantástico.

Criei então um pequeno guia com cinco dicas simples e úteis que comprovadamente trazem bons resultados, achei de bom tom compartilhá-las com vocês:

1) Foco no positivo – O ser humano tem uma tendência natural de focar nas coisas negativas, nos problemas. Faça o oposto, foque no positivo. Não adianta só tentar resolver os problemas, esteja sempre atento às coisas que funcionam, àquelas que vão bem e que justamente por não terem problemas acabamos esquecendo. Descubra porque essas coisas funcionam bem, porque elas não têm problemas e tente fazer mais delas.

2) Remunere as boas atitudes – Quando um fornecedor consegue efetivamente resolver um problema ou satisfazer o cliente por completo premie-o por isso. Não estamos falando de remuneração financeira e sim de remuneração emocional. Agradeça verbalmente, diga que a atitude dele foi fundamental para resolver o problema e que a sua empresa precisa de mais atitudes como essa ou de pessoas como ele. O fornecedor vai se sentir valorizado como pessoa e não como fornecedor, esse é o segredo.

3) Transparência e objetividade – Tente ter uma comunicação clara e aberta com o fornecedor. Deixe extremamente claro o que você precisa dele. Não comunique o cenário em geral, mas sim o específico. Ex: Caso você estivesse se comunicando com um jardineiro, não deveria pedir para que ele “deixe seu jardim mais bonito” e sim pedir que ele “pode as árvores A e B de tal maneira, corte a grama, e coloque pedras brancas em um círculo ao redor da flor C e da folhagem D”.

4) Faça perguntas abertas – No tratamento com o fornecedor evite perguntas fechadas que permitam uma resposta simples como Sim ou Não. Utilize perguntas abertas que exijam uma resposta explicativa. Esse tipo de pergunta faz com que o fornecedor dê ao cliente mais informações, o que colabora com a comunicação transparente sugerida na dica 3. Ex: Em vez de perguntar: “Você conseguirá resolver isso hoje?” que enseja uma resposta fechada de Sim ou Não, pergunte: “Como poderíamos fazer para resolver isso hoje?”, essa pergunta mais aberta que a primeira enseja uma explicação, que nutre o cliente com informação sobre o fornecedor.

5) Evite o erro fundamental de atribuição – Na psicologia social, o erro fundamental de atribuição ocorre quando, no julgamento do comportamento das pessoas, são focalizados os fatores disposicionais em vez da própria situação. Muitas vezes é mais fácil atribuir comportamentos à personalidade das pessoas, pois é mais difícil analisar os fatores situacionais. Ex: é mais fácil atribuir o título de “desastrado, ou atrapalhado” ao vermos alguém tropeçar em uma pedra, enquanto que, se fossemos nós a tropeçar na pedra, provavelmente atribuiríamos o tropeço à localização de pedra ou ao solo molhado e não à nossa falta de cuidado ou coordenação motora. Tente sempre identificar as causas reais dos problemas e não simplesmente atribuí-las a uma característica (que quase sempre só existe em nossas cabeças) de uma pessoa.

Sobre o Autor: Mágico, Consultor de Conteúdo da TV Globo, idealizador de séries do Fantástico (Phantasmagoria, Parque das Enganações, Operação Bola de Cristal e Desafio Paranormal), Protagonista do espetáculo de Mágica e Ilusionismo : O Ilusionista e Sócio-Diretor da O Mago Produções Ltda. Kronnus atua como Mágico em Porto Alegre.